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	<title>Arquivos Intervalo - Alexandre Bastos Advocacia</title>
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	<description>Escritório de Advocacia</description>
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	<title>Arquivos Intervalo - Alexandre Bastos Advocacia</title>
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		<title>Não fazer hora de almoço e sair mais cedo: entenda os riscos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bastos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Oct 2024 13:31:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Intervalo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não fazer hora de almoço e sair mais cedo é permitido por lei? Você já se perguntou quais são os riscos disso? Nesse artigo, vou te explicar de forma simples por que a Justiça do Trabalho não permite que o funcionário abra mão do intervalo de almoço para encerrar o expediente mais cedo. Vou mostrar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-11408 size-full" src="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Nao-fazer-hora-de-almoco-e-sair-mais-cedo.jpg" alt="não fazer hora de almoço e sair mais cedo" width="1500" height="617" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Nao-fazer-hora-de-almoco-e-sair-mais-cedo.jpg 1500w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Nao-fazer-hora-de-almoco-e-sair-mais-cedo-300x123.jpg 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Nao-fazer-hora-de-almoco-e-sair-mais-cedo-1024x421.jpg 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Nao-fazer-hora-de-almoco-e-sair-mais-cedo-768x316.jpg 768w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></p>
<p>Não fazer hora de almoço e sair mais cedo é permitido por lei?</p>
<p>Você já se perguntou quais são os riscos disso?</p>
<p>Nesse artigo, vou te explicar de forma simples <strong>por que a Justiça do Trabalho não permite que o funcionário abra mão do intervalo de almoço para encerrar o expediente mais cedo</strong>.</p>
<p>Vou mostrar o que a lei diz, qual é o entendimento dos tribunais e também os riscos financeiros de tentar compensar o período suprimido.</p>
<p><strong>Aliás, a empresa pode ser obrigada a pagar esse tempo com um adicional de 50% sobre o valor da hora normal de trabalho.</strong></p>
<p>Se preferir, você pode ir direto ao tema que mais te interessa no índice abaixo.</p>
<h2>O que a lei diz sobre o intervalo para refeição?</h2>
<p>Quando falamos sobre o intervalo, a CLT estabelece o tempo de descanso com base na jornada de trabalho.</p>
<p><strong>Então, a divisão fica da seguinte forma:</strong></p>
<ul>
<li>Até 4 horas de trabalho por dia, não há direito a intervalo;</li>
<li>Acima de 4 horas e até 6 horas, o funcionário tem direito a 15 minutos de intervalo;</li>
<li>Acima de 6 horas, tem direito a 1 hora de intervalo para descanso.</li>
</ul>
<p><strong>Importante ressaltar alguns pontos:</strong></p>
<ul>
<li>Depois da reforma trabalhista, a Convenção Coletiva da sua categoria pode prever a possibilidade de redução do intervalo para 30 minutos;</li>
<li>Intervalos maiores que 2 horas só são permitidos se houver acordo escrito ou contrato coletivo.</li>
</ul>
<p>Essas são as regras gerais aplicáveis na maioria dos casos.</p>
<p>Entretanto, dependendo da profissão ou da atividade exercida, os intervalos podem ser diferentes.</p>
<p>Por exemplo, além do intervalo para refeição, <strong>os atendentes de telemarketing têm direito a duas pausas de 10 minutos.</strong></p>
<h2>Posso não fazer a hora de almoço e sair mais cedo?</h2>
<p>Atualmente, não é permitido deixar de tirar o intervalo para almoço para sair mais cedo.</p>
<p>É importante lembrar que <strong>o intervalo é um direito fundamental para o empregado, já que é uma medida de saúde e segurança no trabalho.</strong></p>
<p>Eu sei que, muitas vezes, o funcionário prefere &#8220;emendar&#8221; o trabalho para chegar mais cedo em casa. Mas esse comportamento é extremamente prejudicial à saúde.</p>
<p><strong>Imagine o cenário</strong>: quem trabalha fazendo movimentos repetitivos, lidando com cargas pesadas ou mantendo uma postura inadequada, e precisa fazer isso por 8 horas seguidas, sem parar. O risco de desenvolver uma <strong>doença ocupacional</strong> é muito alto.</p>
<p>Além disso, o cansaço extremo em muitos casos aumenta significativamente as chances de ocorrer um <strong>acidente de trabalho</strong>.</p>
<p>Pense em situações como dormir no trabalho, tontura ou perda de foco – tudo isso pode levar a acidentes graves.</p>
<p><strong>Pode até parecer que não faz diferença agora, mas a longo prazo, as chances de desenvolver problemas de saúde aumentam bastante.</strong></p>
<p>Se, mesmo assim, o empregado insiste em não fazer o intervalo para sair mais cedo, a empresa pode enfrentar sérios problemas na Justiça.</p>
<p>E é sobre isso que vou falar agora.</p>
<h2>Quais as consequências de não fazer hora de almoço e sair mais cedo?</h2>
<p>Embora não seja uma conduta que a lei permita, sabemos muito bem que diversas empresas deixam o empregado sair mais cedo e não tirar o intervalo.</p>
<p>Entretanto, a CLT traz as consequências dessa atitude e vamos tratar sobre elas agora.</p>
<h3>Pagamento de indenização sobre o intervalo suprimido</h3>
<p>A <strong>CLT</strong> determina que, caso a empresa não conceda o intervalo ou conceda de forma parcial, deverá pagar ao empregado o período suprimido <strong>com um adicional de 50% sobre o valor da hora normal.</strong></p>
<p>Para a Justiça do Trabalho, quando o funcionário troca o horário do intervalo para sair mais cedo, isso é considerado como se o intervalo não tivesse sido concedido.</p>
<p>É importante lembrar que o período de descanso serve justamente para que o empregado restaure suas energias entre um turno e outro.</p>
<p>Portanto, usar esse tempo de 1 hora no final da jornada para sair mais cedo <strong>vai contra o objetivo do intervalo</strong>, que é garantir a recuperação física e mental do trabalhador antes de continuar a atividade.</p>
<p>Em caso de processo trabalhista, o juiz vai determinar que a empresa pague ao funcionário pelo intervalo não concedido, <strong>mesmo que a decisão tenha partido do próprio empregado</strong>.</p>
<p>Ou seja, se não fizer o intervalo para almoço e sair mais cedo, a empresa terá que pagar o período não concedido com um acréscimo de 50% sobre o valor da hora normal.</p>
<h3>Rescisão indireta do contrato de trabalho por não fazer hora de almoço e sair mais cedo</h3>
<p>Uma empresa que não concede o intervalo de descanso ao empregado corre o risco de ver o contrato de trabalho ser encerrado judicialmente de forma indireta.</p>
<p>Esse processo é conhecido na Justiça do Trabalho como <strong>rescisão indireta</strong>.</p>
<p><strong>Quando a empresa comete uma falta grave, o empregado pode exigir a rescisão do contrato e ainda receber todos os direitos como se tivesse sido demitido sem justa causa.</strong></p>
<p>Os direitos incluídos são:</p>
<ul>
<li>Aviso prévio;</li>
<li>Saldo de salário;</li>
<li>13º salário;</li>
<li>Férias vencidas;</li>
<li>Férias proporcionais acrescidas de 1/3;</li>
<li>Saque do FGTS;</li>
<li>Multa de 40% sobre o saldo do FGTS;</li>
<li>Seguro-desemprego (se for elegível);</li>
<li>Demais direitos da categoria.</li>
</ul>
<p>Lembra que eu falei sobre o intervalo ser uma medida de higiene e saúde no trabalho?</p>
<p>Pois é, <strong>não permitir que o funcionário usufrua corretamente do intervalo para refeição é uma falta grave</strong>, pois coloca em risco a saúde e a integridade do trabalhador.</p>
<p>Portanto, se a empresa não permite o intervalo para almoço e obriga o funcionário a sair mais cedo, isso pode dar ao empregado o direito de pedir a <strong>rescisão indireta</strong> do contrato de trabalho na Justiça.</p>
<p>Se quiser saber mais sobre esse tema, confira meu artigo específico sobre rescisão indireta.</p>
<p><span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/rescisao-indireta-do-contrato-de-trabalho/" target="_blank" rel="noopener">Rescisão indireta do contrato de trabalho: aprenda sobre seus direitos de forma descomplicada.</a></span></p>
<h3>Responsabilidade em caso de acidente de trabalho e doença ocupacional</h3>
<p>Um dos fatores que mais contribuem para o aumento de acidentes de trabalho é o <strong>cansaço</strong>.</p>
<p>Trabalhar com sono, falta de foco ou fadiga eleva consideravelmente o risco de acidentes.</p>
<p>Se o empregado sofrer um acidente e, na Justiça, conseguir comprovar que não tirava corretamente seu intervalo para sair mais cedo, e que isso foi um agravante para o incidente, a empresa pode ser condenada a pagar:</p>
<ul>
<li>Danos morais;</li>
<li>Danos materiais;</li>
<li>Pensão vitalícia;</li>
<li>Danos estéticos;</li>
<li>Indenização substitutiva do período de estabilidade.</li>
</ul>
<p>Por isso, <strong>é fundamental que a empresa cumpra suas obrigações em relação à medicina e segurança no trabalho, evitando esse tipo de situação.</strong></p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Como vimos, o empregado <strong>não pode abrir mão</strong> da hora de intervalo para sair mais cedo. Se isso ocorrer, a empresa terá que pagar o período com um adicional de 50% sobre o valor da hora normal.</p>
<p>Além disso, o empregado pode solicitar a <strong>rescisão indireta do contrato</strong> e ainda responsabilizar a empresa em casos de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais.</p>
<p>Por isso, é fundamental <span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/advogado-trabalhista-online/" target="_blank" rel="noopener">buscar orientação de um advogado trabalhista</a></span> para entender seus direitos e garantir o melhor caminho para o seu caso.</p>
<p>Até a próxima!</p>


<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="239" src="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Banner-artigos-2-1024x239.jpg" alt="Advogado trabalhista em salvador" class="wp-image-9731" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Banner-artigos-2-1024x239.jpg 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Banner-artigos-2-300x70.jpg 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Banner-artigos-2-768x179.jpg 768w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Banner-artigos-2.jpg 1500w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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<p></p>
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		<item>
		<title>Jornada 12&#215;36: respondendo as principais dúvidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bastos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2021 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empregado]]></category>
		<category><![CDATA[horas extras]]></category>
		<category><![CDATA[Intervalo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada de Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução a jornada 12&#215;36 A jornada 12&#215;36 ainda é motivo de muitos debates no ambiente jurídico. Principalmente em razão dos impactos no empregado por conta da jornada extensa. E até hoje ela é alvo de críticas. Isso porque, as leis trabalhistas limitam a jornada diária em 8 horas podendo ser estendido em até 2 horas. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-7823" src="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jornada-12x36-1-1024x421.png" alt="Jornada 12x36" width="1024" height="421" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jornada-12x36-1-1024x421.png 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jornada-12x36-1-300x123.png 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jornada-12x36-1-768x316.png 768w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jornada-12x36-1.png 1500w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<h2>Introdução a jornada 12&#215;36</h2>
<p>A jornada 12&#215;36 ainda é motivo de muitos debates no ambiente jurídico.</p>
<p><strong>Principalmente em razão dos impactos no empregado por conta da jornada extensa</strong>.</p>
<p>E até hoje ela é alvo de críticas.</p>
<p>Isso porque, as leis trabalhistas limitam a jornada diária em 8 horas podendo ser estendido em até 2 horas.</p>
<p>Dessa forma, parece ilógico imaginar uma pessoa trabalhando por 12 horas seguidas.</p>
<p>Só que, a própria Constituição passou a prever a compensação de jornada.</p>
<p>Além disso, o Tribunal Superior do Trabalho também elaborou a Súmula 444.</p>
<p>O seu objetivo foi regulamentar esse tipo de jornada adequando-a aos princípios trabalhistas.</p>
<p>Entretanto, <strong>novas dúvidas surgiram com a reforma trabalhista e as mudanças na CLT.</strong></p>
<p>Portanto, o objetivo desse artigo é responder as principais dúvidas em relação a jornada 12&#215;36.</p>
<h2>Quem pode trabalhar nesse regime de jornada?</h2>
<p>Quando pensamos nessa escala 12&#215;36, sempre nos vem a mente as mesmas profissões:</p>
<p>Vigias, médicos, enfermeiros, seguranças e etc&#8230;</p>
<p>Ou seja, sempre atividades relacionadas a saúde e guarda.</p>
<p>Porém, isto é apenas uma impressão social.</p>
<p>A própria CLT não limita o uso dessa escala para algumas atividades.</p>
<p>No entanto, <strong>é fundamental observar a Convenção Coletiva da sua categoria.</strong></p>
<p>Como eu escrevi no artigo abaixo, é um erro não observar as regras definidas nesse documento:</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/convencao-coletiva-de-trabalho-porque-desconsidera-la-e-um-erro-grave/" target="_blank" rel="noopener">Convenção Coletiva de Trabalho: porque desconsiderá-la é um erro grave</a></span></p>
<p>Via de regra, as normas previstas na CCT devem prevalecer sobre a legislação.</p>
<p>Por esse motivo, <strong>é possível que os sindicatos criem regras específicas visando vantagens para a categoria</strong>.</p>
<p>Como a CLT trata a jornada 12&#215;36 de forma bem genérica, cabe aos sindicatos estabelecer melhores condições, conforme a realidade destes.</p>
<p>Vale ressaltar que <strong>com a reforma trabalhista agora é possível implementar a jornada 12&#215;36 por meio de acordo individual</strong>.</p>
<p>Antes, isto só era possível caso existisse alguma lei permitindo ou por norma coletiva (acordos e convenções coletivas de trabalho).</p>
<p>Assim, caso a Convenção Coletiva seja omissa, a empresa não precisará do aval do sindicato para ajustar com seus empregados esse tipo de jornada.</p>
<h2>Como fica o intervalo na jornada 12&#215;36?</h2>
<p>Esse é um ponto onde reside muitas dúvidas e discussões.</p>
<p>Isto porque, a reforma trabalhista criou novas regras em relação ao intervalo para almoço nesse tipo de escala.</p>
<p><strong>Agora, conforme a CLT, é possível que o intervalo seja usufruído ou indenizado.</strong></p>
<p>Isso quer dizer que, se a empresa desejar, ela pode pagar por aquele descanso impedindo que o funcionário tire a folga para seu descanso.</p>
<p>Contudo, <strong>é muito importante que a empresa analise muito bem qual decisão será melhor para ela.</strong></p>
<p>Quanto maior for a jornada de um funcionário, maiores são as chances de cometer erros em razão do cansaço.</p>
<p>E provavelmente a empresa precise arcar com os prejuízos.</p>
<p>Eu explico melhor nesse artigo aqui:</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/a-empresa-pode-descontar-os-danos-causados-pelo-empregado/" target="_blank" rel="noopener">A empresa pode descontar os danos causados pelo empregado?</a></span></p>
<p>Por isso, vale a pena analisar com muito cuidado a complexidade das atividades e determinar se a folga será indenizada ou não.</p>
<p>Além disso, <strong>com a jornada extensa, é mais fácil ocorrer acidentes em virtude do trabalho.</strong></p>
<p>E nesses casos a empresa deverá indenizá-lo, conforme eu expliquei no artigo seguinte:</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/indenizacao-por-acidente-de-trabalho-a-empresa-deve-pagar/" target="_blank" rel="noopener">E a indenização por acidente de trabalho, cadê?</a></span></p>
<h2>Como fica o trabalho nos domingos e feriados?</h2>
<p>A escala de trabalho na jornada 12&#215;36 é simples.</p>
<p>Basicamente ela se resume em trabalhar dia &#8220;sim&#8221; e dia &#8220;não&#8221;.</p>
<p>Até aí tudo bem, mas e quando esse trabalho cai no domingo ou feriado?</p>
<p>Antes da reforma trabalhista prevalecia o entendimento da Súmula 444 do TST, aquela que eu citei lá no começo do texto.</p>
<p>Segundo a Súmula, a empresa deveria pagar em dobro o trabalho realizado nos feriados.</p>
<p>Lembrando que, <strong>como regra geral, o pagamento em dobro é devido quando os domingos e feriados não são compensados.</strong></p>
<p>Entretanto, <strong>a reforma trabalhista novamente alterou esse entendimento em relação a escala 12&#215;36.</strong></p>
<p>Agora, nos termos do art. 59-A da CLT, o pagamento mensal engloba as folgas semanais e dos feriados.</p>
<p>Em tempo, <strong>também será considerado compensado o trabalho nos feriados.</strong></p>
<p>Todavia, o sindicato pode estabelecer outras condições para a categoria.</p>
<p>Nesse sentido, alguns sindicatos determinam uma remuneração somente pelo fato existir trabalho nos domingos ou feriados.</p>
<p>Serve como uma espécie de &#8220;indenização&#8221; por trabalhar nesses dias.</p>
<p>Afinal, seriam momentos dedicados para o descanso e convívio familiar.</p>
<p>Então é importante ficar atento ao que o seu sindicato determina.</p>
<h2>É possível fazer horas extras na jornada 12&#215;36?</h2>
<p>A Constituição define que o tempo máximo de trabalho será de 8 horas.</p>
<p>No entanto, ela também a compensação de jornada.</p>
<p>E esse é um dos argumentos que tornam possível existir uma jornada com 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso.</p>
<p>Mas, será que é possível realizar horas?</p>
<p>Inicialmente, <strong>vale destacar que a jornada 12&#215;36, apesar de muito utilizada em determinadas atividades, é uma exceção.</strong></p>
<p>Desta forma, <strong>é fundamental que suas regras sejam cumpridas rigorosamente.</strong></p>
<p>Sobretudo pelos impactos negativos causados no empregado.</p>
<p>Seja de ordem física, psicológica ou social.</p>
<p>Com isso, de nada adianta pactuar essa forma de trabalho se as regras não vão ser observadas.</p>
<p>Não é atoa que existem inúmeras condenações no TST para empresas que não cumprem as regras.</p>
<p>Nesse casos <strong>é comum a condenação quando os empregados realizam horas extras de forma habitual.</strong></p>
<p><strong>Consequentemente a jornada fica descaracterizada e o funcionário passa a receber horas extras a partir da 8ª hora diária.</strong></p>
<p>O mesmo se aplica para jornadas muito extenuantes.</p>
<p>Nestes casos, a depender da situação, caiba até mesmo um <strong>dano moral existencial</strong>, como eu falei aqui:</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/o-dano-existencial-e-o-excesso-de-horas-extras/" target="_blank" rel="noopener">O dano existencial e o excesso de horas extras.</a></span></p>
<p>No entanto, os Tribunais são mais maleáveis quando essas horas extras ocorrem de forma excepcional.</p>
<p>Dessa forma, entendo que não vale a pena para a empresas correr esse risco.</p>
<p>De qualquer forma, em caso de dúvidas, consulte sempre um advogado.</p>
<h2>Existe adicional noturno para quem trabalha 12&#215;36?</h2>
<p>Vale lembrar que <strong>o adicional noturno também é um direito trabalhista garantido na Constituição.</strong></p>
<p>O trabalho noturno deverá ser remunerado de forma superior a diurna.</p>
<p>Obviamente, essa compensação decorre dos efeitos negativos por trabalhar nesse período.</p>
<p>Isso implica dizer que <strong>quem trabalha nessa jornada de 12&#215;36 também terá direito ao adicional noturno.</strong></p>
<p>Importante destacar que o trabalho noturno é aquele entre as 22h e as 5h do dia seguinte.</p>
<p>No entanto, <strong>a reforma trabalhista trouxe algumas mudanças em relação ao trabalho noturno na jornada 12&#215;36.</strong></p>
<p>A primeira dela diz respeito a hora reduzida.</p>
<p>Conforme a CLT, a hora noturna será de 52 minutos e 30 segundos.</p>
<p>Isso acaba refletindo no tempo total de trabalho e no pagamento das horas extras ou compensação da jornada.</p>
<p>Contudo, <strong>com a reforma trabalhista, as prorrogações de trabalho noturno serão considerados compensados.</strong></p>
<p>Portanto, com base na CLT, o empregado não tem como usufruir dos benefícios da hora reduzida.</p>
<p>Além disso, o pagamento do adicional noturno também era devido após as 5h, caso o trabalho fosse realizado por todo o período da noite.</p>
<p>Esse entendimento parece estar ultrapassado com as novas regras da reforma trabalhista.</p>
<h2>Vale a pena para a empresa?</h2>
<p>Adotar a jornada 12&#215;36 pode trazer muitas vantagens para a empresa.</p>
<p>E <strong>a reforma trabalhista ampliou ainda mais os horizontes.</strong></p>
<p>Com a nova lei agora é possível implementar a jornada 12&#215;36 através de acordo individual.</p>
<p>Portanto, não é mais necessário, via de regra, o aval por meio de acordo ou convenção coletiva.</p>
<p>Isso gera uma <strong>liberdade e segurança</strong> muito maior para as empresas.</p>
<p>Mas é importante ficar atento.</p>
<p>Nada impede que o sindicato proíba a utilização da jornada 12&#215;36 em determinada categoria.</p>
<p>Além disso, por ser uma exceção, a Justiça do Trabalho é bem rigorosa quanto ao cumprimento das regras.</p>
<p><strong>Qualquer infração é mal vista e pode gerar condenações em ações trabalhistas.</strong></p>
<p>E nem queira imaginar o tamanho desse prejuízo.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Chegamos ao fim de mais um artigo.</p>
<p>Como vimos ao longo do texto a jornada 12&#215;36 necessita de cuidados especiais para ser implementada.</p>
<p>Por esse motivo não deixe de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/consultoria-trabalhista-online/" target="_blank" rel="noopener">consultar um advogado trabalhista</a></span> sempre que surgir dúvidas.</p>
<p>Isso vai te poupar muita dor de cabeça.</p>
<p>Tanto para a empresa quanto para o empregado.</p>
<p>Até a próxima!</p>


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		<title>Entenda seu direito ao intervalo para refeição e descanso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bastos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 May 2016 15:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empregado]]></category>
		<category><![CDATA[Intervalo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você conhece o seu direito ao intervalo para refeição e descanso? Sabe quanto tempo possui por direito? Conhecer seu período de intervalo é muito importante, pois é através desse descanso que o colaborador poderá suportar a carga de trabalhado a que é exposto. Imagine trabalhar 10 horas por dia com apenas 30 minutos de intervalo? Complicado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Você conhece o seu direito ao intervalo para refeição e descanso? Sabe quanto tempo possui por direito?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Conhecer seu período de intervalo é muito importante, pois é através desse descanso que o colaborador poderá suportar a carga de trabalhado a que é exposto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Imagine trabalhar 10 horas por dia com apenas 30 minutos de intervalo? Complicado não é mesmo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Sei que essa é a realidade de alguns trabalhadores, e o objetivo desse post é justamente ajudar você a conhecer seu direito para que possa efetiva-lo junto a empresa que trabalha. Da mesma forma é importante que a empresa conheça tais direitos para evitar <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff; text-decoration: underline;" href="http://alexandrebastosadvocacia.com.br/4-erros-do-empregador-que-geram-acoes-trabalhistas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ações trabalhistas</a></span> no futuro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"> </span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 18pt;">O que a CLT diz sobre o intervalo para refeição e descanso?</span></strong></h2>
<p><iframe loading="lazy" title="Tudo sobre o seu intervalo para refeição e descanso" width="1150" height="647" src="https://www.youtube.com/embed/Oqlja76NsjM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Bem, o tema encontra-se em seu artigo 71:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Art. 71</strong> &#8211; Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>§ 1º</strong> &#8211; Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A partir da leitura acima é possível perceber que <strong>existem três horários de intervalos diferentes</strong> dependendo da quantidade de horas trabalhadas:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Quando a duração do trabalho for maior do que 6 (seis) horas por dia, o intervalo deverá ser de no mínimo <strong>1 (uma) hora e de no máximo 2 (duas) horas</strong></span></li>
<li><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Quando a duração do trabalho for inferior a 6 (seis) horas por dia e superior a 4 (quatro) o intervalo deverá ser de no mínimo de <strong>15 (quinze) minutos.</strong></span></li>
<li><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Quando a duração do trabalho for de até 4 (quatro) horas, a concessão de intervalo para descanso <strong>não é obrigatório</strong>.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Desta forma, é importante que o trabalhador recorra ao seu direito de intervalo, não permitindo que seu superior hierárquico tente reduzir esse tempo como acontece em certos casos, principalmente em virtude da grande quantidade de serviços a serem realizados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Garantir seu direito ao intervalo é de extrema importância, pois o seu objetivo é proteger a saúde do trabalhador evitando uma carga de trabalho que se torne insuportável para o ser humano, o que poderá a longo ou médio prazo acarretar em um possível acidente de trabalho ou doença ocupacional.</span><br /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"> </span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Intervalo elastecido</span></strong></h3>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Vale mencionar ainda, que, quando os intervalos concedidos pelo empregador forem superiores ao permitido na lei, esse tempo deverá ser contado como tempo a sua disposição o que quer dizer que <strong>esse período deve ser contado na jornada de trabalho do empregado</strong>, inclusive o TST já se manifestou sobre esse tema ao estabelecer a Súmula 118:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Súmula 118 do TST</strong>: Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em lei, representam tempo à disposição da empresa, remunerados como serviço extraordinário, se acrescidos ao final da jornada.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A partir dessa leitura, entende-se também que quando esse intervalo for motivo para que o tempo final de trabalho seja superior a determinada por lei, como regra geral, será de 8 (oito) horas diárias, esta deverá ser considerada hora extra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"> </span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Intervalo suprimido ou concedido parcialmente</span></strong></h3>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Como já mencionado anteriormente, muitas vezes o intervalo para refeição e descanso do funcionário acaba sendo reduzido para poder cumprir com toda a demanda de serviços da empresa, porém essa é uma atitude recriminada pela Justiça do Trabalho, passível inclusive de <strong>punição</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Neste caso a CLT determina o seguinte:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Art. 71 § 4º</strong> &#8211; A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. </span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Sendo assim, quando o empregador deixar de conceder integralmente o repouso, este deverá pagar ao empregado o valor do período suprimido com um <strong>acréscimo de 50%</strong> sobre o valor da hora normal. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O mesmo entendimento se estende quando o intervalo sofre a supressão total, não sendo concedido intervalo.</span></p>
<p><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;"> </span></p>
<h2><span style="font-size: 18pt;">Intervalos diferenciados</span></h2>
<p><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">É importante destacar, que as regras apresentadas até aqui servem como regra geral para a maioria dos trabalhadores. Por outro lado nada impede que acordos e convenções coletivas procurem estabelecer outras regras que sejam mais<strong> favoráveis aos colaboradores</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">No entanto, o TST já manifestou o seu entendimento quanto às cláusulas de acordos e convenções coletivas que busquem reduzir o período estabelecido pela CLT, por meio da Súmula 437, dispondo que:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Sumula 437, II</strong> &#8211; É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à negociação coletiva.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Contudo, apesar deste entendimento do TST, a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://alexandrebastosadvocacia.com.br/reforma-trabalhista-10-novas-alteracoes-na-clt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">reforma trabalhista</a></span> passou a permitir que por meio de convenção coletiva e o acordo coletivo o período de intervalo seja reduzido para o limite mínimo de 30 minutos para jornadas superiores a 6 horas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Importante frisar também, que algumas profissões por conta das atividades realizadas, possuem <strong>intervalos diferenciados</strong> determinados por lei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">É o caso das <strong>atendentes de telemarketing</strong>, por exemplo, que segundo a legislação trabalhista devem possuir duas pausas de 10 minutos para cada dia de trabalho quando a jornada for maior do que 4 (quatro) horas diárias. Da mesma forma ocorre com os <strong>digitadores</strong>, que conforme o Artigo 72 da CLT devem possuir um intervalo de 10 minutos para cada 90 minutos trabalhados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Portanto, é importante que o trabalhador se possível consulte um advogado para que este possa analisar as condições presentes no seu ambiente de trabalho e dizer se alguma lei esta sendo infringida, como por exemplo, o intervalo para refeição e descanso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O mesmo serve para as empresas, que por meio da <span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="http://alexandrebastosadvocacia.com.br/quais-as-vantagens-da-advocacia-trabalhista-empresarial-preventiva/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">advocacia trabalhista empresarial</a></u></span> será realizada uma <strong>análise sobre a rotina dos colaboradores</strong> para identificar possíveis procedimentos que ocorram em desacordo com as leis trabalhistas, evitando assim dores de cabeça futuras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Se gostou compartilhe e deixe suas dúvidas nos comentários!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Até a próxima!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;">Crédito da imagem: <a href="http://&lt;a href=&quot;http://www.freepik.com/free-vector/businessman-in-a-hurry_763372.htm&quot;&gt;Designed by Freepik&lt;/a&gt;" target="_blank" rel="noopener noreferrer">freepik</a></span></p>


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