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	<title>Arquivos Jornada de Trabalho - Alexandre Bastos Advocacia</title>
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	<description>Escritório de Advocacia</description>
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	<title>Arquivos Jornada de Trabalho - Alexandre Bastos Advocacia</title>
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		<title>Quem trabalha em pé tem direito a sentar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bastos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada de Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem trabalha em pé sabe que, em determinado momento, o corpo exige uma pausa, e tudo o que queremos é uma cadeira ou banco para descansar. Será que isso é um direito do funcionário? E se na empresa não houver um lugar para poder sentar? E para aqueles que desenvolveram algum problema por ficarem tanto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-10663 size-full" src="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Quem-trabalha-em-pe-tem-direito-a-sentar.jpg" alt="Quem trabalha em pé tem direito a sentar?" width="1500" height="617" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Quem-trabalha-em-pe-tem-direito-a-sentar.jpg 1500w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Quem-trabalha-em-pe-tem-direito-a-sentar-300x123.jpg 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Quem-trabalha-em-pe-tem-direito-a-sentar-1024x421.jpg 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Quem-trabalha-em-pe-tem-direito-a-sentar-768x316.jpg 768w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></p>
<p>Quem trabalha em pé sabe que, em determinado momento, o corpo exige uma pausa, e tudo o que queremos é uma cadeira ou banco para descansar.</p>
<p>Será que isso é um direito do funcionário? E se na empresa não houver um lugar para poder sentar? E para aqueles que desenvolveram algum problema por ficarem tanto tempo em pé sem conseguir sentar, há algum direito?</p>
<p>Vem comigo, pois neste artigo vou responder a essas e muitas outras dúvidas sobre o assunto.</p>
<h2>O empregado que trabalha em pé pode sentar?</h2>
<p>Você sabia que existe uma preocupação especial para aqueles tipos de emprego em que as pessoas trabalham em pé?</p>
<p>Pode parecer algo simples, mas com o passar do tempo, a falta de cuidado tende a gerar muitos problemas, <strong>até mesmo doenças ocupacionais</strong>.</p>
<p>Em razão disso, a CLT dedicou um artigo específico para esse assunto.</p>
<h3>O que a lei diz sobre o assunto? NR 17 e o trabalho em pé</h3>
<p>Para ser bem claro, <strong>a CLT determina que as empresas devem fornecer assentos aos empregados que trabalham em pé, para que sejam utilizados nas pausas que o serviço permitir</strong>.</p>
<p>Além disso, a <strong>Norma Regulamentadora nº 17 também faz a mesma recomendação, acrescentando que o assento deverá ter encosto</strong>.</p>
<p>Observe que a lei é bem específica quando o assunto é o trabalho em pé, justamente em razão das consequências de longos períodos sem qualquer tipo de pausa.</p>
<p>E acredite, <strong>essa é a realidade de muitos funcionários</strong>.</p>
<p>Nesse sentido, basta um passeio no shopping para perceber que <strong>aqueles quiosques no meio dos corredores não têm qualquer tipo de assento, nem mesmo um banco</strong>.</p>
<p>Consequentemente, ao chegar em casa, estão com os <strong>pés inchados e doloridos</strong>.</p>
<h3>A empresa pode se negar a fornecer assento para quem trabalha o dia todo em pé?</h3>
<p>Como vimos, a empresa não pode deixar de cumprir a lei.</p>
<p>Perceba que nesse caso nem é necessário algum tipo de interpretação, pois a recomendação é clara e específica para esse tipo de situação.</p>
<p>Ou seja, se o empregado trabalha o dia todo em pé, ele precisa ter à sua disposição <strong>assentos para que possa repousar</strong>.</p>
<p>Lembrando que é necessário bom senso, tendo em vista que a <strong>lei também é clara quando afirma que essa pausa somente deverá ocorrer quando o serviço permitir</strong>.</p>
<p>Caso contrário, o funcionário poderá estar sujeito <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/advertencia-no-trabalho-posso-receber-uma-justa-causa/" target="_blank" rel="noopener">até mesmo a uma demissão por justa causa</a></span>.</p>
<h2>Trabalho em pé e a empresa não tem cadeira, o que fazer?</h2>
<p>Como vimos logo acima, a empresa não tem a opção de deixar de fornecer assentos para aqueles empregados que trabalham em pé.</p>
<p>A <strong>primeira medida a ser tomada é conversar com seu empregador</strong>. Apresente seus pontos e explique principalmente que se trata de uma lei.</p>
<p><strong>Recomendo que você registre essa conversa, seja por gravação, caso prefira conversar pessoalmente, ou por prints, caso fale através de texto (WhatsApp, E-mail, Slack etc.)</strong>.</p>
<p>É fundamental que você tenha algumas <strong>fotos do seu local de trabalho, onde seja possível constatar que não havia assentos</strong>.</p>
<p>Todas essas provas serão importantes caso deseje ingressar com uma ação trabalhista futuramente.</p>
<h2>Trabalhar muito tempo em pé gera dano moral?</h2>
<p>A lei se importa com a saúde do empregado. Não é por menos que existam tantas leis que tratem do assunto.</p>
<p>Por essa razão, <strong>deixar de fornecer assento pode gerar uma multa para o estabelecimento, caso ela seja fiscalizada</strong>.</p>
<p>Ademais, <strong>o empregado também poderá receber danos morais</strong>.</p>
<p>Sim, isso mesmo que você acabou de ler, pois <strong>deixar de fornecer assentos pode causar sérios problemas ao empregado</strong>.</p>
<p>Logo, caso o funcionário decida ingressar com uma ação trabalhista, apresentando as provas que recomendei e com o interrogatório das testemunhas, a empresa será condenada no pagamento de danos morais.</p>
<p>Quer um exemplo? Essa decisão abaixo mostra uma empresa sendo condenada no pagamento de danos morais:</p>
<blockquote>
<p>INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. Demonstrado nos autos que o trabalhador sofreu dano moral decorrente do fato de trabalhar sempre em pé, sem poder sentar, resta evidenciada a prática de ato ilícito pela empregadora e o abalo moral do empregado, sendo devida a indenização por dano moral.</p>
<p>(TRT-4 &#8211; RO: 00208673820165040124, Data de Julgamento: 23/11/2018, 3ª Turma)</p>
</blockquote>
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2757.png" alt="❗" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />Portanto, quem trabalha em pé tem direito a sentar, caso contrário a empresa pode pagar danos morais ao empregado.</p>
<p>Assim, caso se encontre nesse situação, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/advogado-trabalhista-online/" target="_blank" rel="noopener">conversar com um advogado trabalhista pode te ajudar</a></span>.</p>
<h2>Trabalho em pé o dia todo e desenvolvi uma lesão</h2>
<p>Diferente do acidente de trabalho comum que surge com uma queda, choque ou queimadura, a doença ocupacional demora um tempo para se manifestar.</p>
<p>Por isso, <strong>trabalhar em pé por um longo período do dia, sem qualquer tipo de descanso, durante muito tempo, vai acarretar em lesões para o empregado</strong>.</p>
<p>Os problemas podem variar de empregado para empregado, <strong>fascite plantar, artrose e diversas outras doenças</strong>.</p>
<p>Ademais, podem demorar meses ou anos para aparecer, inclusive até mesmo,<strong> após o fim do contrato de trabalho</strong>.</p>
<h3>Direitos trabalhistas na doença ocupacional para quem trabalha em pé</h3>
<p>De qualquer forma, é importante saber que, caso você tenha trabalhado em pé e isso tenha acarretado uma lesão,<strong> você tem direitos trabalhistas a receber.</strong></p>
<p>Como a lesão surgiu por culpa da empresa em não tomar as medidas de proteção cabíveis, <strong>é dever dela compensar os danos que causou</strong>.</p>
<p>Isso inclui o pagamento de <strong>danos morais, materiais e até mesmo pensão vitalícia se a lesão for permanente</strong>.</p>
<p>Por isso, <strong>recomendo guardar todo tipo de nota fiscal ou recibo relacionado aos gastos que teve para tratar a sua lesão</strong>.</p>
<p>Sem isso, dificilmente conseguirá o reembolso das despesas na Justiça do Trabalho.</p>
<p>Caso queira saber mais sobre os direitos trabalhistas nos casos de doença ocupacional, eu recomendo a leitura desse artigo:</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/me-machuquei-no-trabalho-quem-paga-as-despesas/" target="_blank" rel="noopener">Me machuquei no trabalho: quem paga as despesas?</a></span></p>
<h3>Peça a comunicação de acidente de trabalho (CAT)</h3>
<p>Outra recomendação importante é que você <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/comunicacao-de-acidente-de-trabalho/" target="_blank" rel="noopener">peça para a empresa emitir a CAT </a></span>caso tenha adquirido uma doença ocupacional e precisou se afastar por 15 dias ou mais do trabalho.</p>
<p>Pois nessas situações, você ficará afastado do trabalho e sem a <strong>CAT, provavelmente receberá o benefício incorreto</strong>.</p>
<p>Consequentemente, <strong>deixará de receber alguns direitos importantes como a estabilidade no empregado quando retornar e o recolhimento do FGTS no período que ficar afastado</strong>.</p>
<p>Muito provavelmente, a empresa se negará a emitir a CAT, pois vai alegar que não se trata de acidente de trabalho, mas as doenças ocupacionais são equiparadas ao acidente de trabalho por força de lei.</p>
<p>Além disso, mesmo nos casos de suspeita da relação entre o trabalho e a lesão, a empresa é obrigada a fornecer a CAT.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Nesse artigo, eu expliquei quais são <strong>os seus direitos trabalhistas por trabalhar em pé sem ter assentos no trabalho</strong>.</p>
<p>O mesmo se aplica, caso a empresa tenha cadeiras, mas <strong>não deixa você tirar pausas quando a atividade permitir</strong>, ok?</p>
<p>Não esqueça de conseguir as provas que te orientei no início do texto, pois elas vão te ajudar bastante caso queira entrar com um processo trabalhista.</p>
<p>E lembre-se, <strong>a sua saúde deve vir em primeiro lugar, sempre</strong>.</p>
<p>Até a próxima!</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-9731 size-full" src="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Banner-artigos-2.jpg" alt="Advogado trabalhista em salvador" width="1500" height="350" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Banner-artigos-2.jpg 1500w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Banner-artigos-2-300x70.jpg 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Banner-artigos-2-1024x239.jpg 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Banner-artigos-2-768x179.jpg 768w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></p>


<a href="https://br.freepik.com/fotos-gratis/inspetora-negra-com-walkietalkie-verificando-estoque-de-produtos-enquanto-trabalhava-em-um-armazem_26143233.htm#page=4&#038;query=operador%20de%20caixa&#038;position=11&#038;from_view=search&#038;track=ais&#038;uuid=54d273c3-e028-4922-9313-3a4f4424bdc9">Imagem de Drazen Zigic</a> no Freepik
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		<title>Gerente tem direito a hora extra?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bastos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Sep 2021 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empregador]]></category>
		<category><![CDATA[Ação Trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[cargo de confiança]]></category>
		<category><![CDATA[horas extras]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada de Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todo gerente tem direito a hora extra quando não ocupa cargo de confiança dentro da empresa. Acontece que nem todos sabem disso. Dessa forma, quando o empregado recebe uma promoção já dizem para ele que não precisa mais bater ponto. É ou não é verdade? Sendo assim, ele não tem hora para entrar e nem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-8487 size-full" src="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gerente-tem-direito-a-hora-extra.png" alt="gerente tem direito a hora extra" width="1500" height="617" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gerente-tem-direito-a-hora-extra.png 1500w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gerente-tem-direito-a-hora-extra-300x123.png 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gerente-tem-direito-a-hora-extra-1024x421.png 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gerente-tem-direito-a-hora-extra-768x316.png 768w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></p>
<p>Todo gerente tem direito a hora extra quando não ocupa cargo de confiança dentro da empresa.</p>
<p>Acontece que <strong>nem todos sabem disso</strong>.</p>
<p>Dessa forma, quando o empregado recebe uma promoção já dizem para ele que não precisa mais bater ponto.</p>
<p>É ou não é verdade?</p>
<p>Sendo assim, ele não tem hora para entrar e nem para sair, e as vezes nem consegue fazer uma pausa para almoço.</p>
<p>Só que <strong>sem ocupar verdadeiro cargo de confiança a empresa corre sérios riscos de pagar essa conta com um processo trabalhista</strong>.</p>
<p>E para que você entenda melhor sobre o assunto e o que fazer quando isso ocorrer eu resolvi escrever esse artigo.</p>
<h2>Quando o gerente tem direito a hora extra?</h2>
<p>Antes de mais nada, vale lembrar que a regra geral é que todo funcionário terá direito a um <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/a-jornada-de-trabalho-do-empregado/" target="_blank" rel="noopener">limite de jornada</a></span>.</p>
<p>Nesse sentido, tanto a CLT quanto a nossa Constituição já determinou que esse período seria de <strong>8h diárias ou 44h semanais</strong>.</p>
<p>E o objetivo é bem óbvio, impedir que o empregado praticamente more no trabalho.</p>
<p>Situação que infelizmente ainda é muito comum em algumas empresas.</p>
<p>Portanto, para coibir situações como essa, a lei trabalhista impõe um <strong>pagamento superior</strong> para as horas que ultrapassem esse limite.</p>
<p>E esse pagamento deve ser de <strong>pelo menos 50% superior em relação a hora normal de trabalho</strong>.</p>
<p>Contudo, algumas <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/convencao-coletiva-de-trabalho-porque-desconsidera-la-e-um-erro-grave/" target="_blank" rel="noopener">convenções coletivas de trabalho</a></span> definem um percentual um pouco maior e a empresa precisa ficar atenta quanto a isso.</p>
<p>Ademais, também é permitido que essas horas sejam compensadas no futuro.</p>
<p>Mas, <strong>é fundamental que o empregador saiba gerir essas horas</strong>, pois nunca houve antes na história um período com tantos empregados sofrendo com a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/a-sindrome-de-burnout-e-os-direitos-trabalhistas/" target="_blank" rel="noopener">síndrome de burnout</a></span>.</p>
<p>Entretanto, a CLT abriu algumas exceções para que em determinadas situações o empregado não tenha controle de horário.</p>
<p>Lembre-se, <span style="text-decoration: underline;"><strong>são exceções ok</strong></span>? Logo, é preciso muita cautela antes de tirar o controle de ponto.</p>
<p>Assim, quando falamos de gerente, é necessário que ele se enquadre na exceção de cargo de confiança.</p>
<p>E é sobre isso que falarei agora.</p>
<h3>Gerente e a exceção do cargo de confiança para horas extras</h3>
<p>Toda empresa ao promover um funcionário ao cargo de gerente já corta logo as horas extras e o controle de ponto.</p>
<p>Muitas vezes o responsável pela promoção nem sabe o motivo, mas faz isso por ser praticamente um senso comum.</p>
<p>Só que aí o gerente é demitido e veja só, <strong>ele ingressa com uma ação trabalhista requerendo horas extras</strong> questionando o seu cargo de confiança.</p>
<p>E quando a empresa é condenada a pagar lá seus 50 mil, 100 mil ou mais, só de horas extras, não entende o motivo.</p>
<p>Ocorre que, <strong>não é o simples fato do empregado ser gerente que retira automaticamente o seu recebimento a horas extras</strong>.</p>
<p>Conforme art. 62 da CLT, <strong>é necessário que o gerente ocupe verdadeiro cargo de gestão</strong> dentro do estabelecimento para não ter direito a hora extra.</p>
<p>Além disso, a empresa ainda deverá pagar o salário acrescido de 40%, em razão do cargo exercido.</p>
<h3>Mas o que é exercer cargo de confiança ou cargo de gestão?</h3>
<p>A CLT foi bem genérica em relação ao assunto.</p>
<p>Dessa forma, como todo mundo tem a sua própria opinião do que é cargo de confiança, foi necessário o julgamento de diversos processos para que os Tribunais amadurecessem o tema.</p>
<p>Por isso, é muito importante que as empresas possuam uma <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/assessoria-juridica-trabalhista-para-pequenas-empresas/" target="_blank" rel="noopener">assessoria jurídica trabalhista</a></span> para aplicar na prática o entendimento dos Tribunais e <strong>evitar surpresas</strong>.</p>
<p>Então, ao promover um empregado para o cargo de gerente com poderes de gestão é importante ressaltar que o objetivo deve ser <strong>encontrar nesse colaborador a figura do próprio patrão</strong>.</p>
<p>Como o empregador não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo para tocar o seu negócio ele nomeia <strong>alguém capaz de representar as suas ideias</strong>.</p>
<p>Logo, são indícios de cargo de confiança, o gerente que:</p>
<ul>
<li>Contrata empregados;</li>
<li>Demite empregados;</li>
<li>Participa de reuniões com fornecedores;</li>
<li>Elabora estratégias de crescimento;</li>
<li>Contrata serviços bancários;</li>
<li>Possui subordinados;</li>
<li>Aplica punições aos subordinados;</li>
<li>Possui autonomia nas decisões;</li>
<li>É preposto em audiências;</li>
<li>Lida diretamente com autoridades administrativas;</li>
<li>Contrata advogados; e</li>
<li>Fiscaliza as atividades dos demais empregados</li>
</ul>
<p>Você percebe que todas as tarefas que acabei de citar podem ser tomadas pelo empregador?</p>
<p>É importante ressaltar que isso não quer dizer que o gerente tem plena autonomia para fazer o que bem entender na empresa.</p>
<p>O dono do negócio, por assumir os riscos do seu empreendimento, tem a capacidade de estabelecer normas gerais que servem como <strong>orientação</strong> para seus gerentes.</p>
<h3>As decisões do gerente são frequentemente questionadas, anuladas ou revisadas?</h3>
<p>Um gerente que exerce cargo de confiança não pode ter as suas <strong>ações constantemente revisadas</strong>, sob pena de condenações judiciais no futuro.</p>
<p>Pois, como a sua principal função é representar o empregador, o próprio ato de questionar suas decisões são indícios de que existe algum problema nessa gestão.</p>
<p>Igualmente, um gerente que tem a jornada controlada pelo estabelecimento merece ser questionado.</p>
<p>Saber que horas chega, que horas sai, para onde foi, <strong>pode colocar em xeque a sua autoridade</strong>.</p>
<p>Nem sempre o gerente com cargo de confiança vai poder estar no estabelecimento, tendo em vista que seu próprio cargo exige atividades burocráticas.</p>
<p>Então, é necessário ter<strong> cuidado</strong> antes de estabelecer determinadas regras.</p>
<h2>E se o gerente tem direito a hora extra, mas a empresa não paga?</h2>
<p>É comum esse tipo de situação quando a empresa não possui um suporte de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/consultoria-trabalhista-online/" target="_blank" rel="noopener">consultoria jurídica trabalhista com um advogado</a></span>.</p>
<p>Como <strong>as leis trabalhistas são complexas</strong> e de difícil compreensão, erros acabam sendo cometidos.</p>
<p>Logo, pode acontecer da empresa nem saber direito como funciona essa questão do cargo de confiança.</p>
<p>E mesmo quando o gerente tem direito a hora extra a empresa não paga por desconhecer essa informação.</p>
<p>Se o erro for descoberto com antecedência, ótimo, pois será possível corrigir.</p>
<p>Mas se o problema não for descoberto a tempo, é provável ter que <strong>enfrentar algumas ações trabalhistas no futuro</strong>.</p>
<p>Então diante dessas informações o que fazer?</p>
<h3>Uma conversa amigável é sempre a melhor solução</h3>
<p>Minha primeira recomendação é chamar a empresa ou o colaborador para conversar. Vale a pena e pode poupar dor de cabeça lá na frente.</p>
<p>Se a empresa possui um <strong>departamento jurídico</strong> essa é uma boa hora para consultá-los.</p>
<p>Exponha tudo o que está acontecendo, quais são suas atividades na empresa e se as atribuições são enquadradas como de confiança ou não.</p>
<p>Caso não exista um departamento interno, o empregador pode <strong>contratar um advogado externo</strong> para sanar essas dúvidas.</p>
<p><strong>Ter essa conversa agora é melhor do que na mesa de audiência na Justiça do Trabalho.</strong></p>
<p>Com base na resposta encontrada a empresa precisa tomar uma solução adequada para o problema.</p>
<p>E se o empregado não concordar com o que foi respondido, nada impede que ele procure um advogado particular para saber se seus direitos trabalhistas estão sendo violados.</p>
<h3>Procure um bom advogado trabalhista para seu caso</h3>
<p>Nem sempre você vai concordar com o que a empresa falou e tudo bem.</p>
<p>Por outro lado, o que não pode é continuar com a sensação de dúvida e injustiça na cabeça.</p>
<p>Dessa forma, pesquise bastante sobre o assunto na internet (saiba filtrar bons conteúdos) e se perceber que <strong>não está recebendo os direitos trabalhistas</strong> devidos procure um advogado trabalhista.</p>
<p>Ele é o profissional indicado para cuidar do seu problema, pois como ele conhece as leis, saberá informar se realmente houve uma violação.</p>
<p>E principalmente te orientar como proceder a partir desse momento.</p>
<p>Ser orientado em situações como essa são o diferencial para o sucesso em um processo trabalhista.</p>
<h2>Quais as consequências quando o gerente tem direito a hora extra e a empresa não paga?</h2>
<p>Quando a empresa não conta com um advogado trabalhista para prestar suporte de forma preventiva ela está expondo o negócio a riscos desnecessários.</p>
<p>É muito difícil ter que lidar com a complexidade das relações de trabalho de forma autodidata.</p>
<p>Além das diversas leis existentes, temos ainda as normas das autoridades administrativas e as convenções coletivas dos sindicatos.</p>
<p>Então, quando existe uma falha no cumprimento de alguma dessas regras é motivo suficiente para gerar um estrago muito grande na empresa.</p>
<p>Logo, se o estabelecimento possui um gerente que não exerce cargo de confiança, mas que também não recebe horas extras ela se expõe a dois principais riscos:</p>
<h3>Fiscalização dos órgãos administrativos</h3>
<p>Se o gerente perceber que seus direitos estão sendo violados ele pode fazer uma denúncia em alguma delegacia do trabalho da região.</p>
<p>Essa denúncia vai resultar em uma visita para averiguar se informações fazem sentido.</p>
<p>Se a resposta for positiva o empregador vai precisar se adequar as regras ou arcar com punições mais severas.</p>
<p>Além do pagamento de multas e etc.</p>
<h3>Ações trabalhistas</h3>
<p>Um gerente bem informado dos seus direitos vai procurar um advogado assim que for demitido da empresa.</p>
<p>E não tenha dúvidas de que <strong>ele vai entrar com uma ação trabalhista quando descobrir que tem direitos a receber</strong>.</p>
<p>Principalmente quando falamos de cargo de confiança e horas extras, pois são casos que tornam os processos com <strong>chances de conseguir valores muito altos</strong>.</p>
<p>Fora o fato de que, com tantas ferramentas tecnológicas tem se tornado cada vez mais simples produzir provas favoráveis nos processos.</p>
<p>Por exemplo, emails, áudios ou vídeos, que frequentemente revisam ou anulam as decisões do gerente podem <strong>convencer um juiz sobre a falta de poderes de gestão</strong>.</p>
<p>Além de testemunhas, é claro.</p>
<h2>Além de hora extra, o gerente tem direito a outras verbas?</h2>
<p>É importante lembrar que mesmo que possua cargo de confiança e seja o representante do empregador na empresa o gerente possui direitos trabalhistas e precisam ser respeitados.</p>
<p>Dessa forma, caso exerça verdadeiro cargo de confiança ele não tem direito a hora extra, intervalo fixo para descanso, adicional noturno e demais relacionados a jornada.</p>
<p>Além disso, a empresa pode transferir esse funcionário para outro local de trabalho sem a sua aprovação.</p>
<p>Essa situação é diferente dos outros empregados quando é necessário que esteja previsto no contrato.</p>
<p>Agora, mesmo que ocupe cargo de confiança, <strong>o gerente continua com seu direito a ter pelo menos uma folga por semana</strong>. E o mesmo se aplica para os feriados, ok?</p>
<p>Vale lembrar que estou citando alguns direitos que geralmente possuem dúvidas por conta do cargo e da função de confiança.</p>
<p>Isso que dizer que <strong>ainda que seja gerente e seja um cargo de gestão na empresa, os seus direitos constitucionais estão garantidos</strong>, como FGTS, férias e 13º.</p>
<p>Então, se a empresa não garantir esses direitos ou qualquer outra verba trabalhista o gerente pode muito bem buscar a Justiça do Trabalho.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Designar empregados para exercerem cargos de gerência é um pouco mais complexo do que parece.</p>
<p>Além de questões relacionadas ao próprio desenvolvimento pessoal, pois nem sempre o melhor vendedor será um bom gerente de vendas, <strong>é preciso analisar os impactos jurídicos dessa mudança</strong>.</p>
<p>Querer delegar um funcionário ao cargo de gerente para economizar nos custos da empresa principalmente com horas extras não será das melhores estratégias.</p>
<p>Se o empregador <strong>não confiar realmente no seu gerente</strong> a ponto de reiterar suas decisões e ficar revisando tudo o que ele decidir é uma porta para reclamações trabalhistas.</p>
<p>Contar com um profissional jurídico pode ser a solução para elaborar estratégias que vão reduzir os riscos e consequentemente trazer mais segurança para o negócio.</p>
<p>Afinal, <strong>o advogado saberá qual tipo de cobrança pode ser feita a esse gerente ou não</strong>.</p>
<p>Até a próxima!</p>


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		<title>Jornada 12&#215;36: respondendo as principais dúvidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bastos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2021 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empregado]]></category>
		<category><![CDATA[horas extras]]></category>
		<category><![CDATA[Intervalo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada de Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução a jornada 12&#215;36 A jornada 12&#215;36 ainda é motivo de muitos debates no ambiente jurídico. Principalmente em razão dos impactos no empregado por conta da jornada extensa. E até hoje ela é alvo de críticas. Isso porque, as leis trabalhistas limitam a jornada diária em 8 horas podendo ser estendido em até 2 horas. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-7823" src="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jornada-12x36-1-1024x421.png" alt="Jornada 12x36" width="1024" height="421" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jornada-12x36-1-1024x421.png 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jornada-12x36-1-300x123.png 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jornada-12x36-1-768x316.png 768w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Jornada-12x36-1.png 1500w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<h2>Introdução a jornada 12&#215;36</h2>
<p>A jornada 12&#215;36 ainda é motivo de muitos debates no ambiente jurídico.</p>
<p><strong>Principalmente em razão dos impactos no empregado por conta da jornada extensa</strong>.</p>
<p>E até hoje ela é alvo de críticas.</p>
<p>Isso porque, as leis trabalhistas limitam a jornada diária em 8 horas podendo ser estendido em até 2 horas.</p>
<p>Dessa forma, parece ilógico imaginar uma pessoa trabalhando por 12 horas seguidas.</p>
<p>Só que, a própria Constituição passou a prever a compensação de jornada.</p>
<p>Além disso, o Tribunal Superior do Trabalho também elaborou a Súmula 444.</p>
<p>O seu objetivo foi regulamentar esse tipo de jornada adequando-a aos princípios trabalhistas.</p>
<p>Entretanto, <strong>novas dúvidas surgiram com a reforma trabalhista e as mudanças na CLT.</strong></p>
<p>Portanto, o objetivo desse artigo é responder as principais dúvidas em relação a jornada 12&#215;36.</p>
<h2>Quem pode trabalhar nesse regime de jornada?</h2>
<p>Quando pensamos nessa escala 12&#215;36, sempre nos vem a mente as mesmas profissões:</p>
<p>Vigias, médicos, enfermeiros, seguranças e etc&#8230;</p>
<p>Ou seja, sempre atividades relacionadas a saúde e guarda.</p>
<p>Porém, isto é apenas uma impressão social.</p>
<p>A própria CLT não limita o uso dessa escala para algumas atividades.</p>
<p>No entanto, <strong>é fundamental observar a Convenção Coletiva da sua categoria.</strong></p>
<p>Como eu escrevi no artigo abaixo, é um erro não observar as regras definidas nesse documento:</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/convencao-coletiva-de-trabalho-porque-desconsidera-la-e-um-erro-grave/" target="_blank" rel="noopener">Convenção Coletiva de Trabalho: porque desconsiderá-la é um erro grave</a></span></p>
<p>Via de regra, as normas previstas na CCT devem prevalecer sobre a legislação.</p>
<p>Por esse motivo, <strong>é possível que os sindicatos criem regras específicas visando vantagens para a categoria</strong>.</p>
<p>Como a CLT trata a jornada 12&#215;36 de forma bem genérica, cabe aos sindicatos estabelecer melhores condições, conforme a realidade destes.</p>
<p>Vale ressaltar que <strong>com a reforma trabalhista agora é possível implementar a jornada 12&#215;36 por meio de acordo individual</strong>.</p>
<p>Antes, isto só era possível caso existisse alguma lei permitindo ou por norma coletiva (acordos e convenções coletivas de trabalho).</p>
<p>Assim, caso a Convenção Coletiva seja omissa, a empresa não precisará do aval do sindicato para ajustar com seus empregados esse tipo de jornada.</p>
<h2>Como fica o intervalo na jornada 12&#215;36?</h2>
<p>Esse é um ponto onde reside muitas dúvidas e discussões.</p>
<p>Isto porque, a reforma trabalhista criou novas regras em relação ao intervalo para almoço nesse tipo de escala.</p>
<p><strong>Agora, conforme a CLT, é possível que o intervalo seja usufruído ou indenizado.</strong></p>
<p>Isso quer dizer que, se a empresa desejar, ela pode pagar por aquele descanso impedindo que o funcionário tire a folga para seu descanso.</p>
<p>Contudo, <strong>é muito importante que a empresa analise muito bem qual decisão será melhor para ela.</strong></p>
<p>Quanto maior for a jornada de um funcionário, maiores são as chances de cometer erros em razão do cansaço.</p>
<p>E provavelmente a empresa precise arcar com os prejuízos.</p>
<p>Eu explico melhor nesse artigo aqui:</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/a-empresa-pode-descontar-os-danos-causados-pelo-empregado/" target="_blank" rel="noopener">A empresa pode descontar os danos causados pelo empregado?</a></span></p>
<p>Por isso, vale a pena analisar com muito cuidado a complexidade das atividades e determinar se a folga será indenizada ou não.</p>
<p>Além disso, <strong>com a jornada extensa, é mais fácil ocorrer acidentes em virtude do trabalho.</strong></p>
<p>E nesses casos a empresa deverá indenizá-lo, conforme eu expliquei no artigo seguinte:</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/indenizacao-por-acidente-de-trabalho-a-empresa-deve-pagar/" target="_blank" rel="noopener">E a indenização por acidente de trabalho, cadê?</a></span></p>
<h2>Como fica o trabalho nos domingos e feriados?</h2>
<p>A escala de trabalho na jornada 12&#215;36 é simples.</p>
<p>Basicamente ela se resume em trabalhar dia &#8220;sim&#8221; e dia &#8220;não&#8221;.</p>
<p>Até aí tudo bem, mas e quando esse trabalho cai no domingo ou feriado?</p>
<p>Antes da reforma trabalhista prevalecia o entendimento da Súmula 444 do TST, aquela que eu citei lá no começo do texto.</p>
<p>Segundo a Súmula, a empresa deveria pagar em dobro o trabalho realizado nos feriados.</p>
<p>Lembrando que, <strong>como regra geral, o pagamento em dobro é devido quando os domingos e feriados não são compensados.</strong></p>
<p>Entretanto, <strong>a reforma trabalhista novamente alterou esse entendimento em relação a escala 12&#215;36.</strong></p>
<p>Agora, nos termos do art. 59-A da CLT, o pagamento mensal engloba as folgas semanais e dos feriados.</p>
<p>Em tempo, <strong>também será considerado compensado o trabalho nos feriados.</strong></p>
<p>Todavia, o sindicato pode estabelecer outras condições para a categoria.</p>
<p>Nesse sentido, alguns sindicatos determinam uma remuneração somente pelo fato existir trabalho nos domingos ou feriados.</p>
<p>Serve como uma espécie de &#8220;indenização&#8221; por trabalhar nesses dias.</p>
<p>Afinal, seriam momentos dedicados para o descanso e convívio familiar.</p>
<p>Então é importante ficar atento ao que o seu sindicato determina.</p>
<h2>É possível fazer horas extras na jornada 12&#215;36?</h2>
<p>A Constituição define que o tempo máximo de trabalho será de 8 horas.</p>
<p>No entanto, ela também a compensação de jornada.</p>
<p>E esse é um dos argumentos que tornam possível existir uma jornada com 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso.</p>
<p>Mas, será que é possível realizar horas?</p>
<p>Inicialmente, <strong>vale destacar que a jornada 12&#215;36, apesar de muito utilizada em determinadas atividades, é uma exceção.</strong></p>
<p>Desta forma, <strong>é fundamental que suas regras sejam cumpridas rigorosamente.</strong></p>
<p>Sobretudo pelos impactos negativos causados no empregado.</p>
<p>Seja de ordem física, psicológica ou social.</p>
<p>Com isso, de nada adianta pactuar essa forma de trabalho se as regras não vão ser observadas.</p>
<p>Não é atoa que existem inúmeras condenações no TST para empresas que não cumprem as regras.</p>
<p>Nesse casos <strong>é comum a condenação quando os empregados realizam horas extras de forma habitual.</strong></p>
<p><strong>Consequentemente a jornada fica descaracterizada e o funcionário passa a receber horas extras a partir da 8ª hora diária.</strong></p>
<p>O mesmo se aplica para jornadas muito extenuantes.</p>
<p>Nestes casos, a depender da situação, caiba até mesmo um <strong>dano moral existencial</strong>, como eu falei aqui:</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/o-dano-existencial-e-o-excesso-de-horas-extras/" target="_blank" rel="noopener">O dano existencial e o excesso de horas extras.</a></span></p>
<p>No entanto, os Tribunais são mais maleáveis quando essas horas extras ocorrem de forma excepcional.</p>
<p>Dessa forma, entendo que não vale a pena para a empresas correr esse risco.</p>
<p>De qualquer forma, em caso de dúvidas, consulte sempre um advogado.</p>
<h2>Existe adicional noturno para quem trabalha 12&#215;36?</h2>
<p>Vale lembrar que <strong>o adicional noturno também é um direito trabalhista garantido na Constituição.</strong></p>
<p>O trabalho noturno deverá ser remunerado de forma superior a diurna.</p>
<p>Obviamente, essa compensação decorre dos efeitos negativos por trabalhar nesse período.</p>
<p>Isso implica dizer que <strong>quem trabalha nessa jornada de 12&#215;36 também terá direito ao adicional noturno.</strong></p>
<p>Importante destacar que o trabalho noturno é aquele entre as 22h e as 5h do dia seguinte.</p>
<p>No entanto, <strong>a reforma trabalhista trouxe algumas mudanças em relação ao trabalho noturno na jornada 12&#215;36.</strong></p>
<p>A primeira dela diz respeito a hora reduzida.</p>
<p>Conforme a CLT, a hora noturna será de 52 minutos e 30 segundos.</p>
<p>Isso acaba refletindo no tempo total de trabalho e no pagamento das horas extras ou compensação da jornada.</p>
<p>Contudo, <strong>com a reforma trabalhista, as prorrogações de trabalho noturno serão considerados compensados.</strong></p>
<p>Portanto, com base na CLT, o empregado não tem como usufruir dos benefícios da hora reduzida.</p>
<p>Além disso, o pagamento do adicional noturno também era devido após as 5h, caso o trabalho fosse realizado por todo o período da noite.</p>
<p>Esse entendimento parece estar ultrapassado com as novas regras da reforma trabalhista.</p>
<h2>Vale a pena para a empresa?</h2>
<p>Adotar a jornada 12&#215;36 pode trazer muitas vantagens para a empresa.</p>
<p>E <strong>a reforma trabalhista ampliou ainda mais os horizontes.</strong></p>
<p>Com a nova lei agora é possível implementar a jornada 12&#215;36 através de acordo individual.</p>
<p>Portanto, não é mais necessário, via de regra, o aval por meio de acordo ou convenção coletiva.</p>
<p>Isso gera uma <strong>liberdade e segurança</strong> muito maior para as empresas.</p>
<p>Mas é importante ficar atento.</p>
<p>Nada impede que o sindicato proíba a utilização da jornada 12&#215;36 em determinada categoria.</p>
<p>Além disso, por ser uma exceção, a Justiça do Trabalho é bem rigorosa quanto ao cumprimento das regras.</p>
<p><strong>Qualquer infração é mal vista e pode gerar condenações em ações trabalhistas.</strong></p>
<p>E nem queira imaginar o tamanho desse prejuízo.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Chegamos ao fim de mais um artigo.</p>
<p>Como vimos ao longo do texto a jornada 12&#215;36 necessita de cuidados especiais para ser implementada.</p>
<p>Por esse motivo não deixe de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/consultoria-trabalhista-online/" target="_blank" rel="noopener">consultar um advogado trabalhista</a></span> sempre que surgir dúvidas.</p>
<p>Isso vai te poupar muita dor de cabeça.</p>
<p>Tanto para a empresa quanto para o empregado.</p>
<p>Até a próxima!</p>


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			</item>
		<item>
		<title>A empresa pode mudar o horário de trabalho do empregado?</title>
		<link>https://alexandrebastosadvocacia.com.br/mudar-horario-de-trabalho-do-empregado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bastos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2021 14:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empregado]]></category>
		<category><![CDATA[Empregador]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada de Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução É muito difícil um funcionário passar anos e anos trabalhando sempre no mesmo horário de trabalho. Empresas mudam, expandem, retroagem, alteram a sua forma de trabalho e/ou passam a exercer outras atividades. Conforme essas mudanças vão ocorrendo, é comum que os horários de trabalho também acompanhem essas alterações. As vezes o turno da noite [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-4662" src="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Mudar-horário-de-trabalho-1024x421.png" alt="Mudar o horário de trabalho" width="1024" height="421" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Mudar-horário-de-trabalho-1024x421.png 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Mudar-horário-de-trabalho-300x123.png 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Mudar-horário-de-trabalho-768x316.png 768w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Mudar-horário-de-trabalho.png 1500w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<h2><strong><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;">Introdução</span></strong></h2>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">É muito difícil um funcionário passar anos e anos trabalhando sempre no mesmo horário de trabalho.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Empresas mudam, expandem, retroagem, alteram a sua forma de trabalho e/ou passam a exercer outras atividades.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Conforme essas mudanças vão ocorrendo, é comum que os horários de trabalho também acompanhem essas alterações.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">As vezes o turno da noite não seja mais viável para a empresa e ela decide remanejar seus funcionários para o turno do dia.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">As vezes acontece o contrário.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">E quando o colaborador ingressa numa faculdade ou algum curso e a empresa pede que ele troque de horário justamente no período em que ele está na faculdade.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Será que a lei permite isso?</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">E quando é o funcionário que pede para mudar o turno porque acabou de ter um filho ou possui algum parente doente.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Será que a empresa é obrigada a remanejar esse funcionário?</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Nesse artigo eu vou te ajudar a entender mais sobre esse assunto tão corriqueiro nas empresas.</span></p>
<h2><strong><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;">A empresa tem o poder de dirigir o seu negócio, mas, com ressalvas.</span></strong></h2>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Quando um empresário decide abrir um empreendimento e contratar funcionários ele está assumindo um risco.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">E se tratando do Brasil, esse risco aumenta consideravelmente.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Já que a empresa não pode transferir a sua responsabilidade financeira para seus colaboradores nada mais justo que ela possa <strong>dirigir com autonomia o seu próprio negócio</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">É o que no direito chamamos de poder diretivo do empregador.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Esse, inclusive, é um princípio muito importante na Justiça do Trabalho na hora de proferir as decisões e julgamentos.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Contudo, apesar de definir as regras de como pretende gerir a sua empresa, esse poder não é absoluto.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Por esse motivo a Constituição Federal, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outras leis trabalhistas estabelecem regras a serem observadas na hora de dirigir o empreendimento.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Normas em relação ao intervalo, trabalho em condições insalubres e perigosas, ergonomia, alterações no contrato, jornada e tantas outras.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Só que, mesmo com esse vasto emaranhado de regras, existem situações que não foram abarcadas pela lei.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">É necessário que o empregador também esteja atento para <strong>não infringir princípios trabalhistas</strong> voltados para o empregado.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Desta forma, é simples delimitar a jornada do empregado na empresa quando o limite estabelecido pela lei são 8 horas diárias ou 44 horas semanais.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Mas a lei nada diz em relação ao desejo do empregador mudar o turno do empregado de diurno para noturno.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">E nesse momento, é importante que a empresa não desrespeite nenhum princípio voltado a proteção do trabalhador antes de tomar a sua decisão.</span></p>
<h2><strong><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;">Mudar o horário de trabalho do empregado é possível, desde que&#8230;</span></strong></h2>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Antes de efetuar uma mudança no horário de trabalho do empregado é preciso lembrar que essa relação é regida por um contrato.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Nesse contrato o empregador definiu com base no seu poder diretivo a melhor forma como pretendia conduzir o seu negócio.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">O empregado ao aceitar os seus termos se comprometeu em desenvolver o seu trabalho seguindo as determinações contratuais.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Diante disso, a primeira ressalva que faço é sobre a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/assessoria-juridica-trabalhista-para-pequenas-empresas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">importância de elaborar um bom contrato de trabalho</a></span>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Seu contrato dispõe sobre a possibilidade de mudar o horário de trabalho do funcionário?</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Além disso, é preciso ter em mente que <strong>qualquer alteração contratual deve observar o art. 468 da CLT</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">O referido artigo determina que nos contratos individuais de trabalho qualquer alteração deve ocorrer por mútuo consentimento e sem prejuízos para o empregado.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Então quer dizer que não posso mudar o horário de trabalho do meu funcionário?</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Depende.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Depois de ter em mente o que determina o art. 468 da CLT é preciso aplicá-lo ao caso concreto.</span></p>
<h3><strong><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 14pt;">Mudanças benéficas ao empregado</span></strong></h3>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Definir o que trás ou não prejuízo para o colaborador, as vezes, é algo muito subjetivo.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Contudo, os Tribunais definiram por meio da jurisprudência algumas situações rotineiras que causam ou não prejuízos para ao funcionário.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Lembrando que <strong>tudo vai depender do caso concreto</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">É possível, por exemplo, realizar pequenas alterações no horário de trabalho do empregado.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Entretanto, algumas mudanças mais profundas implicam em alterar a forma como a jornada será praticada, ou até mesmo o turno do trabalho.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Nessas situações a empresa deve <a href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/consultoria-trabalhista-online/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>consultar o seu jurídico</strong></a> para evitar problemas futuros.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">O Tribunal Superior do Trabalho já decidiu casos considerando que alterar a jornada de turno de revezamento para jornada fixa não trás prejuízo, pois ainda que exista um acréscimo na jornada o funcionário pode melhor organizar a sua vida social, melhorando a sua saúde psíquica.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Tanto que, a própria Constituição estabeleceu uma jornada reduzida para o turno de revezamento.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Caso semelhante ocorre quando se altera o turno noturno para diurno, possibilitando ao empregado melhores condições sociais de relacionamento familiar.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Diferente do que ocorre no procedimento inverso.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Os Tribunais entendem que nessa situação além de existir um dano físico ao empregado, sobretudo por perder noites de sono, ainda existem prejuízos psicológicos.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Veja que provavelmente o colaborador vai perder um contato mais direto com sua família.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Nada de festas com amigos, brincar com o filho antes dele dormir, curtir um cinema com o cônjuge e por aí vai.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Ao longo do tempo isso vai <strong>comprometendo a saúde mental do empregado</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Existem ainda decisões proibindo mudar o horário de trabalho quando naquele período o funcionário está na faculdade.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Sobretudo quando a situação já foi previamente informada a empresa.</span></p>
<h2><span style="font-size: 18pt;"><strong><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Acordos evitam conflitos, apesar de nem sempre ser possível</span></strong></span></h2>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Conforme eu disse anteriormente, as partes antes de iniciarem a relação de trabalho assinaram um contrato se comprometendo a cumprir as regras ali presentes.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Acontece que <strong>na vida real nem tudo é 8 ou 80</strong> e conforme o tempo passa, a vida vai mudando junto com ele.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Nesse período pode ocorrer de uma funcionária engravidar, outro desejar fazer uma faculdade ou alguém precisar cuidar de um parente doente.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Como regra geral a empresa não é obrigada a aceitar as alterações sugeridas por seus funcionários</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Justamente pela força contratual que rege a relação entre eles.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Contudo, vale a pena encontrar uma solução que seja benéfica para ambas as partes.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Tentar um acordo pode ser uma boa solução nesses casos.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Principalmente quando se tratar de situações adversas que durem por um período de tempo pequeno.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Caso não seja possível encontrar um meio termo provavelmente uma das partes vai precisar rescindir o contrato.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Seja o colaborador <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/pensando-em-pedir-demissao-entao-esse-artigo-e-para-voce/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">pedindo demissão</a></span>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Ou ainda a empresa <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/demitido-sem-justa-causa-quais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">demitindo esse funcionário</a></span>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Vale lembrar que nos casos em que o empregado se sentir lesado em relação a alterações contratuais ilícitas, seja possível pedir a rescisão indireta.</span></p>
<h2><span style="font-size: 18pt;"><strong><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Conclusão</span></strong></span></h2>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Minha primeira recomendação é colocar no contrato de trabalho a possibilidade de alteração do horário de trabalho.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Não somente em relação aos horários, mas a sua forma também.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Isso já evita muita dor de cabeça no futuro.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Depois observe se aquela mudança vai trazer prejuízos ao empregado em razão do artigo 468 da CLT.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Dessa forma o empregador poderá avaliar melhor os riscos da alteração.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Lembrando que cada caso deve ser analisado de forma individual, pois o que pode ser prejuízo para um poderá não ser para outro.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Além disso o posicionamento dos Tribunais pode mudar de região para região, dificultando a segurança jurídica nas decisões corporativas.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Se ficou alguma dúvida não esqueça de deixar seu comentário.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Até a próxima!</span></p>


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		<title>Como evitar ações trabalhistas em 2021</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bastos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2021 15:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empregador]]></category>
		<category><![CDATA[Ação Trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[Acúmulo de função]]></category>
		<category><![CDATA[horas extras]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada de Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[teletrabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução 2021 começou e com ele a esperança de um ano melhor. Sabemos que a pandemia do COVID-19 está longe de acabar, contudo o mundo precisa se adaptar a essa nova realidade. Na verdade, adaptação foi a palavra que definiu 2020 para as empresas. Aquelas com um planejamento efetivo e uma rotina menos  burocrática alcançaram [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;"><strong>Introdução</strong></span></h2>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">2021 começou e com ele a esperança de um ano melhor.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Sabemos que a pandemia do COVID-19 está longe de acabar, contudo o mundo precisa se adaptar a essa nova realidade.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Na verdade, <strong>adaptação</strong> foi a palavra que definiu 2020 para as empresas.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Aquelas com um planejamento efetivo e uma rotina menos  burocrática alcançaram bons resultados.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Muitas expandiram o seu negócio.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Entretanto, outras também ficaram para trás, infelizmente.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Importante ressaltar que a <strong>tecnologia</strong> foi o grande pilar de sustento na maioria dos negócios.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Home-office, entregas delivery, reuniões pelo Google Meets, Zoom, foi a realidade de muitos empreendimentos.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Entretanto, até encontrar um ponto ideal, algumas medidas foram tomadas diante da crise.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">E <strong>nem todas estavam de acordo</strong> com a legislação.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Assim, para evitar ações trabalhistas em 2021 preparei esse post para que você possa analisar, refletir e aplicar a sua realidade.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">E o principal objetivo é trazer mais segurança para o seu negócio.</span></p>
<h2><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;"><strong>Revisar as atitudes tomadas ANTES das medidas provisórias em 2020</strong></span></h2>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">O início da pandemia precisou de atitudes emergenciais para que as empresas conseguissem operar.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Principalmente nos primeiros dois meses após as cidades decretarem quarentena.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Enquanto aguardavam uma posição do governo, observavam a queda abrupta do faturamento, estoques parados, ausência de clientes dentre tantas outras circunstâncias.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Desta forma, sem saber como <strong>honrar a folha de pagamento</strong>, muitas empresas simplesmente optaram por suspender o contrato de trabalho de seus funcionários.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Ocorre que esta atitude não é permitida por lei, em virtude dos prejuízos causados ao funcionário pelo não pagamento dos salários.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Outras optaram pela <strong>demissão de seus funcionários</strong>, ainda que sequer houvesse dinheiro em caixa para o correto pagamento da rescisão.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Sem uma reserva de emergência, estas empresas estiveram em apuros para honrar seus compromissos.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Isso quando conseguiram. </span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Entretanto, aquelas com algum <strong>suporte jurídico</strong>, foram orientadas a adotar estratégias trabalhistas.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">O homeoffice, rescisão por mútuo acordo, concessão de férias, dentre outras, foram algumas soluções apresentadas. </span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Tais medidas garantiram um fôlego extra até surgir as primeiras medidas provisórias do governo.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">No entanto, as providências anteriores, se não revisadas, podem trazer prejuízos para as empresas em caso de ações judiciais.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Neste sentido, as <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/auditoria-trabalhista-para-minha-empresa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">auditorias trabalhistas</a></span> são fortes aliadas para descobrir os erros cometidos e corrigi-los da melhor forma possível.</span></p>
<h2><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;"><strong>Revisar as atitudes tomadas DURANTE a vigência das medidas provisórias</strong></span></h2>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Após um longo período de espera, o governo finalmente passou a publicar as primeiras medidas provisórias.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Dentre elas, a MP 927 desburocratizou muitas regras da CLT.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">A dispensa de comunicação prévia para o sindicato no caso das férias coletivas foi uma delas.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Apesar do esforço para diminuir os impactos da COVID-19 no âmbito trabalhista, <strong>o principal problema naquele período não foi solucionado</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">As empresas ainda precisavam lidar com a folha de pagamento de seus funcionários mesmo com a brusca redução de seu faturamento.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Com a criação da MP 936, convertida posteriormente na lei 14.020/20, parte do problema foi resolvido.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Ainda que os prejuízos continuassem <strong>devastadores</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">A referida medida criou o benefício emergencial permitindo as empresas suspenderem ou reduzirem a jornada de trabalho de seus empregados.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Sem dúvidas a MP 936 foi <strong>um grande aliado</strong> nesse período.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Entretanto, é estritamente necessário o seu cumprimento de forma integral, pois burlar a medida pode trazer prejuízos imensuráveis para o negócio.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Isto porque, algumas empresas, sem o devido planejamento, simplesmente suspenderam ou reduziram a jornada de seus empregados sem uma prévia estratégia.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Isso resultou em funcionários trabalhando normalmente mesmo com seus contratos supostamente suspensos ou em jornada integral quando deveria ser reduzida.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Consequentemente, em caso de reclamação trabalhista <strong>os acordos firmados serão anulados pela justiça</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;"> Nestes casos, a empresa deverá pagar as diferenças de salário, além da devida correção monetária.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Para evitar ações trabalhistas em 2021 as empresas precisam revisar as estratégias utilizadas nesse período da pandemia.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">O banco de horas está sendo respeitado?</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">O <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/beneficios-teletrabalho-home-office-para-empresa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">teletrabalho/homeoffice</a></span> ocorreu de forma efetiva? Foi fornecido material de trabalho para a execução das atividades? Houve acordo nesse sentido?</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">O funcionário usufruiu do período de férias concedido pela empresa? houve alguma interrupção?</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Foi utilizado acordo individual escrito ou convenção coletiva para validar as medidas da empresa?</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Essas são algumas perguntas que as empresas devem observar para evitar surpresas desnecessárias.</span></p>
<h2><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;"><strong>Planejar as estratégias APÓS a vigência das medidas provisórias</strong></span></h2>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">O benefício emergencial encerrou em 31 de dezembro de 2020, juntamente com a maioria dos efeitos do estado de calamidade decretado pelo governo.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Contudo, é preciso estar atento.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Apesar do crescimento comercial em alguns ramos durante a pandemia, a realidade de muitas empresas é inversa.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Reestruturar o negócio vai ser essencial nesse período.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">E por isso, possuir <strong>uma boa estratégia será fundamental</strong> para minimizar os impactos do &#8220;novo normal&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">O principal problema a ser enfrentado será o retorno dos empregados com contratos suspensos ou que tiveram a sua jornada reduzida.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Estes <strong>possuem estabilidade</strong> pelo mesmo período do acordo firmado.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Ou seja, um colaborador que teve seu contrato suspenso por 5 meses, terá 5 meses de estabilidade, sob pena de pagamento indenizatório deste período.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Mas, se o faturamento não é o mesmo do período anterior a pandemia, o que fazer?</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Como a conta não vai fechar e muitas empresas vão precisar demitir, a solução será <strong>negociar com os sindicados</strong> buscando a melhor alternativa para cada caso.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Vale destacar ainda que grande parte das empresas vão retornar as suas atividades com o quadro de funcionários reduzido.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Sugiro então que as empresas não comentam três erros:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/o-dano-existencial-e-o-excesso-de-horas-extras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Excessos de horas extras</a></span>;</span></li>
<li><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Desvio de função;</span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/acumulo-de-funcao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Acúmulo de função</span></a></span></li>
</ul>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Observar a necessidade de contratar colaboradores intermitentes, em regime de jornada parcial, instaurar banco de horas ou acordo para compensação, dentre outras medidas possíveis.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">A tecnologia continuará sendo forte aliada durante esse período. </span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>informatizar o negócio</strong> pode ser a diferença do sucesso nesse momento conturbado.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Dessa forma, é importante planejar corretamente as medidas que serão tomadas para contornar a situação.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Planejamento é fundamental!</span></p>
<h2><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;"><strong>Conclusão</strong></span></h2>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">2020 foi um ano difícil, isso é inegável.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">A COVID-19 pegou a todos de surpresa e mudou a forma como olhamos e vivemos o mundo.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Contudo, 2021 deve ser um ano para reparar os erro cometidos e colocar em prática planos para crescer diante da crise.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Muitos serviços jurídicos podem auxiliar nesse período, sobretudo as <strong>auditorias e assessorias trabalhistas</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">No Direito do Trabalho a prevenção é a melhor solução para a saúde da empresa.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Sobretudo para evitar ações trabalhistas em 2021.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Uma vez li uma frase que dizia &#8220;na crise o dinheiro não some, ele apenas muda de mão&#8221;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Não esqueça de deixar seu comentário logo abaixo!</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Até a próxima.</span></p>
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		<title>Cargo de confiança: porque gerentes processam empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bastos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2020 14:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empregador]]></category>
		<category><![CDATA[Auditoria Trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[cargo de confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada de Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução ao cargo de confiança A maioria das empresas possuem um gerente. Ou algum cargo responsável por administrar o negócio. Geralmente não batem ponto e possuem um salário maior que os demais funcionários. Muitas empresas agem dessa forma pelo próprio costume do cargo. E por isso acreditam estar cumprindo as regras trabalhistas, sem saber que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;"><strong>Introdução ao cargo de confiança</strong></span></h2>
<p></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">A maioria das empresas possuem um gerente.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Ou algum cargo responsável por administrar o negócio.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Geralmente <strong>não batem ponto</strong> e possuem um salário maior que os demais funcionários.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Muitas empresas agem dessa forma pelo próprio costume do cargo.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">E por isso acreditam estar cumprindo as regras trabalhistas, sem saber que a CLT estabelece requisitos específicos.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Com isso, são surpreendidas com <strong>ações trabalhistas</strong>, onde o cargo de confiança é questionado pelo gerente.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Para evitar surpresas desagradáveis preparei este artigo para te ajudar a entender o tema.</span></p>
<h2><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;"><strong>O que diz a CLT sobre o cargo de confiança?</strong></span></h2>
<p></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Infelizmente a CLT não é clara sobre o assunto.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Ela não traz um conceito específico do que seria o <strong>cargo de confiança</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Apenas estabelece regras em relação aos que ocupam a função.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Por exemplo, a CLT exclui os que exercem cargo de gestão de registrarem a sua jornada.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">O artigo 62 em seu inciso II e parágrafo único diz o seguinte:</span></p>
<blockquote>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Art. 62 &#8211; Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo:</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">II &#8211; os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Parágrafo único &#8211; O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados mencionados no inciso II deste artigo, quando o salário do cargo de confiança, compreendendo a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento).</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Como se vê, os gerentes, os diretores e chefes de departamento ou filial, por exercerem cargo de confiança, estão <strong>excluídos</strong> da obrigação de marcarem de ponto.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">E ainda, deverá ser pago uma <strong>gratificação de 40%</strong> em relação ao respectivo salário.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Desta forma, para melhor determinar o que seria um cargo de gestão precisamos recorrer a jurisprudência.</span></p>
<h2><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;"><strong>E o que diz a Jurisprudência?</strong></span></h2>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Provavelmente seja neste ponto que as empresas erram.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">E faz completo sentido.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Por ser uma lei, a CLT está aberta para a leitura de qualquer pessoa.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Inclusive empresários, contadores, profissionais do RH e etc.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Contudo, o <strong>conhecimento jurisprudencial</strong> é algo muito específico, dedicado basicamente aos que trabalham na área jurídica.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Ela é quem vai determinar como aquela lei deve ser interpretada e aplicada na prática.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Sendo assim, o &#8220;conceito&#8221; de cargo de confiança é formado pela jurisprudência.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">E só para esclarecer, a jurisprudência nada mais é do que a forma como os Tribunais interpretam um tema.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">É uma espécie de entendimento fixo que serve de parâmetro para julgamentos futuros em casos parecidos.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Por isso, uma <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/quais-as-vantagens-da-advocacia-trabalhista-empresarial-preventiva/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">assessoria jurídica</a></span> faz toda a diferença.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Um advogado que sabe como os juízes estão decidindo aplicará esse entendimento na rotina das empresas.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Por exemplo, clicando <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.tst.jus.br/web/guest/-/gerente-de-vendas-de-empresa-de-bebidas-nao-vai-receber-horas-extr-1?inheritRedirect=true" target="_blank" rel="noopener noreferrer">neste link</a></span>, você verá que o TST decidiu que um gerente de vendas não receberia horas extras.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Isto porque, o Tribunal entendeu que o gerente tinha <strong>claros poderes de gestão</strong>, o que caracterizaria o cargo de confiança.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Nesse caso, o funcionário controlava a jornada e as férias de seus subordinados, podia ainda admitir e demitir outros colaboradores e aplicar punições a estes.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Logo, para a jurisprudência, o cargo de confiança é configurado quando existe poderes claros de mando e gestão.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Isso ocorre quando o funcionário <strong>representa o próprio empregador</strong>, o dono do negócio.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Para melhor ilustração trouxe aqui uma decisão do Tribunal da 4ª Região:</span></p>
<blockquote>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">HORAS EXTRAS. CARGO DE CONFIANÇA. PODERES DE GESTÃO. O enquadramento do empregado na norma do artigo 62, II, da CLT, exige o exercício de mandato e gestão, capazes de fazê-lo<strong> substituir o próprio empregador</strong>. Caso em que demonstrada a existência de poderes diferenciados de gestão do autor. Recurso do reclamante a que se nega provimento no aspecto.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">(TRT-4 &#8211; ROT: 00214217520165040381, Data de Julgamento: 25/10/2019, 10ª Turma)</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Explicamos mais sobre isso no próximo tópico.</span></p>
<h2><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;"><strong>A representação do próprio empregador</strong></span></h2>
<p></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">A empresa precisa ter em mente que a simples nomenclatura do cargo não importa para a Justiça do Trabalho.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">É fundamental que as atividades realizadas sejam condizentes com a função do colaborador.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Se o gerente, diretor, chefe de filial ou departamento não possui poderes de mando e gestão, ele não se enquadra no cargo de confiança.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Para tanto, esses profissionais precisam representar o próprio empregador no desempenho das suas tarefas.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Vou listar aqui algumas atribuições que podem evidenciar o cargo de confiança em gerentes:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Possuir subordinados;</span></li>
<li><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Admitir e demitir colaboradores;</span></li>
<li><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Aplicar punições (advertências, suspensões e etc.);</span></li>
<li><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Possuir a chave da loja para abertura e fechamento;</span></li>
<li><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Representar a empresa em audiências judiciais;</span></li>
<li><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Gerir os colaboradores subordinados (jornada, férias, intervalo);</span></li>
<li><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Cobrar e estabelecer metas;</span></li>
<li><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Representar a empresa em reunião de fornecedores;</span></li>
<li><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Assinar documentos em nome da empresa.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Esses são alguns exemplos de atividades que, com <strong>autonomia</strong>, podem caracterizar um amplo poder de mando e gestão.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Vale ressaltar que outras atribuições também evidenciam isso.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Tudo dependerá de uma <strong>análise concreta de cada caso</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Outro ponto que merece destaque é a autonomia para exercer o cargo.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Não adianta as decisões serem extremamente limitadas, restritas ou pré-estabelecidas, cumprindo apenas determinações de superiores.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Situação comum, ocorre quando o suposto gerente é subordinado a outros gerentes regionais.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Com isso, sempre que uma decisão é tomada é necessário o aval deste regional.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">O mesmo se aplica a diretores e chefes de departamento.</span></p>
<h2><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;"><strong>Horas extras</strong></span></h2>
<p></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Quando um funcionário possui cargo de confiança e recebe a gratificação de função, ele passa a participar da <strong>exceção</strong> prevista no artigo 62 da CLT.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Isso quer dizer que esses profissionais não se limitam a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/o-dano-existencial-e-o-excesso-de-horas-extras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">jornada</a></span> comum de 44 horas semanais.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Consequentemente, <strong>não recebem</strong> horas extras e nem outros direitos relacionados, como por exemplo, o adicional noturno.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Entretanto, passam a receber o prestígio do cargo, atuando como se fosse o próprio empregador nas decisões da empresa.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Esse é o <strong>equilíbrio</strong> da balança.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Só que, infelizmente, muitos estabelecimentos acabam utilizando a exceção para se desobrigar do pagamento de horas extras, sem conceder poderes de mando e gestão ao empregado.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Isso é um verdadeiro equívoco, e <strong>as consequências são graves</strong> para a empresa.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Quando um gerente <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/4-erros-do-empregador-que-geram-acoes-trabalhistas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">reivindica na justiça</a></span> as horas extras, por não existir poderes de gestão em seu cargo, o prejuízo será alto em caso de êxito na demanda.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">E talvez a empresa nem consiga pagar, pior ainda se for mais de um processo.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Esse tipo de situação pode ser evitada com <strong>medidas preventivas</strong> de risco. </span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Realizar auditorias na rotina da empresa evitaria que erros como esses fossem praticados.</span></p>
<h2><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;"><strong>Gratificação de função no cargo de confiança</strong></span></h2>
<p></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Como analisamos acima, os poderes de mando e gestão são requisitos para caracterizar o cargo de confiança.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Todavia, o artigo 62 da CLT também determina o pagamento de gratificação de função.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">A gratificação consiste no adicional de 40% sobre o salário do funcionário.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Vale ressaltar que, conforme entendimento do Tribunal Superior do Trabalho, <strong>não é necessário</strong> que a gratificação esteja discriminada no contracheque.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Basta que nesses casos esteja embutida no aumento salarial.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">E por óbvio, a sua remuneração será superior em relação aos demais colegas.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Quando o adicional não é pago, o <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/a-sindrome-de-burnout-e-os-direitos-trabalhistas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">profissional se sente frustrado</a></span> e acaba buscando amparo na Justiça do Trabalho.</span></p>
<h2><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 18pt;"><strong>Conclusão</strong></span></h2>
<p></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Gerentes, supervisores, diretores e outros cargos de gestão <strong>são essenciais</strong> para o bom funcionamento da empresa.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Sem eles o desenvolvimento do negócio fica prejudicado.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Porém, para ocupar verdadeiramente um cargo de confiança é necessário que este se torne o <strong>braço direito</strong> do empregador.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Bem como receber uma gratificação pela função exercida.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Somente assim, o funcionário poderá ser excluído da marcação de ponto, abrindo mão de direitos como o recebimento de horas extras e adicional noturno.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">As empresas precisam <strong>fiscalizar regularmente</strong> as atribuições de seus gerentes.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Caso contrário, podem estar colocando em risco a <strong>saúde financeira</strong> do negócio.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Pois, como abordado no texto, o êxito em ações trabalhistas onde se busca o pagamento de horas extras, em virtude do não enquadramento no cargo de confiança, é extremamente caro.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Algumas ferramentas, como <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/auditoria-trabalhista-para-minha-empresa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">auditorias</a></span> podem facilmente solucionar problemas do tipo.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Já que, ao identificar o problema, o empregador poderá buscar alternativas para cumprir de forma efetiva a legislação trabalhista.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Agindo assim, certamente haverá uma diminuição nas demandas judiciais da empresa.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12pt;">Não esqueça de compartilhar e deixar seu comentário logo abaixo.&nbsp;</span></p>


<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Dano Existencial e o Excesso de Horas Extras</title>
		<link>https://alexandrebastosadvocacia.com.br/o-dano-existencial-e-o-excesso-de-horas-extras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bastos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2019 15:09:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empregado]]></category>
		<category><![CDATA[Dano Existencial]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada de Trabalho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alexandrebastosadvocacia.com.br/?p=3970</guid>

					<description><![CDATA[<p>INTRODUÇÃO AO DANO EXISTENCIAL Para a concessão do dano existencial, foi necessário um longo caminho a ser trilhado pela sociedade. A forma como conhecemos o comércio hoje, foi inicialmente moldado a partir da Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX. O trabalho anteriormente artesanal deu lugar a máquinas com o objetivo de impulsionar a produção [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>INTRODUÇÃO AO DANO EXISTENCIAL</strong></h2>



<p style="font-size:19px">Para a concessão do dano existencial, foi necessário um longo caminho a ser trilhado pela sociedade.</p>



<p style="font-size:19px">A forma como conhecemos o comércio hoje, foi inicialmente moldado a partir da <strong>Revolução Industrial</strong> nos séculos XVIII e XIX.</p>



<p style="font-size:18px">O trabalho anteriormente artesanal deu lugar a máquinas com o objetivo de impulsionar a produção e os<strong> lucros</strong>.</p>



<p style="font-size:19px">Consequentemente, alguns problemas começaram a surgir a partir dessa nova dinâmica.</p>



<p style="font-size:19px">Como existiam muito mais pessoas do que postos de trabalho, as condições do mercado eram extremamente precárias.</p>



<p style="font-size:19px">Algumas pessoas chegavam a trabalhar mais de <strong>15 horas</strong> por dia, para manter o seu emprego.</p>



<p style="font-size:19px">Com isso, muitos trabalhadores ficavam doentes, além do crescimento da criminalidade e etc.</p>



<p style="font-size:19px">Depois de muitas lutas, o Estado passou a garantir alguns direitos aos trabalhadores para manter a dignidade destes no ambiente de trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>LIMITAÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO</strong></h2>



<p style="font-size:19px">No Brasil, a limitação da jornada de trabalho está prevista tanto na <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/ConstituicaoCompilado.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Constituição (abre numa nova aba)">Constituição</a> quanto na CLT.</p>



<p style="font-size:19px">Na Constituição Federal, o tema é regido no artigo 7º, inciso XIII:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: </p><p>[&#8230;]</p><p> <br>XIII &#8211; duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;&nbsp; </p></blockquote>



<p style="font-size:19px">Como se vê, atualmente a jornada de trabalho é limitada a <strong>8 horas diárias ou 44 semanais</strong>.</p>



<p style="font-size:19px">Entretanto, a própria Constituição permite a compensação.</p>



<p style="font-size:19px">Nesse sentido, a<a rel="noreferrer noopener" aria-label=" reforma trabalhista (abre numa nova aba)" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/reforma-trabalhista-10-novas-alteracoes-na-clt/" target="_blank"> <u>reforma trabalhista</u></a> trouxe algumas inovações, permitindo, por exemplo, que o banco de horas seja assinado por meio de acordo individual:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p> § 5º &nbsp;O banco de horas de que trata o § 2<sup>o</sup><br>&nbsp;deste artigo poderá ser pactuado por acordo individual escrito, desde que a compensação ocorra no período máximo de seis meses.&nbsp; </p></blockquote>



<p style="font-size:19px">Da mesma forma, com o regime para compensação:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>§ 6o  É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no mesmo mês.</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>DANO EXISTENCIAL</strong></h2>



<p style="font-size:19px">A limitação de jornada é importante para que o empregado não trabalhe além do que o corpo humano é capaz de suportar.</p>



<p style="font-size:19px">Tal medida evita o surgimento de doenças relacionadas ao trabalho, como a <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Síndrome de Burnout (abre numa nova aba)" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/a-sindrome-de-burnout-e-os-direitos-trabalhistas/" target="_blank"><u>Síndrome de Burnout</u></a> e muitas outras</p>



<p style="font-size:19px">Infelizmente sabemos que essa não é a realidade de muitas pessoas.</p>



<p style="font-size:19px">Em virtude das dificuldades financeiras e a necessidade de manter as contas em dia, muitas pessoas acabam se submetendo a <strong>jornadas extenuantes</strong>, o que acaba trazendo inúmeros prejuízos a saúde.</p>



<p style="font-size:19px">É importante que as empresas estejam atentas ao cumprimento das leis trabalhistas evitando <a rel="noreferrer noopener" aria-label="condenações (abre numa nova aba)" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/4-erros-do-empregador-que-geram-acoes-trabalhistas/" target="_blank"><u>condenações</u></a> nesse sentido.</p>



<p style="font-size:19px">Ferramentas como a <a rel="noreferrer noopener" aria-label="auditoria (abre numa nova aba)" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/auditoria-trabalhista-para-minha-empresa/" target="_blank"><u>auditoria</u></a> e o compliance tem sido grandes aliadas no combate as infrações legais existentes no ambiente de trabalho.</p>



<p style="font-size:19px">Além dos problemas relacionados a saúde, a limitação da jornada é importante para a <strong>inserção do empregado no ambiente social</strong>.</p>



<p style="font-size:19px">O dano existencial ocorre quando, em razão da jornada exaustiva, o empregado fica prejudicado do seu convívio social.</p>



<p style="font-size:19px">No caso, é usurpado do colaborador o seu tempo para o seu lazer pessoal, ou ainda períodos destinados a vida familiar.</p>



<p style="font-size:19px">Também se enquadra, as limitações para realizações pessoais, como o cumprimento de objetivos, metas, aspirações etc.</p>



<p style="font-size:19px">Por conta do excesso de horas trabalhadas, o empregado <strong>renuncia</strong> de forma obrigatória ao seu momento de lazer.</p>



<p style="font-size:19px">São conhecidos habitualmente como aquelas pessoas que &#8220;vivem para trabalhar&#8221;</p>



<p style="font-size:19px">Quando configurado o dano existencial por conta da jornada de trabalho extenuante, o TST tem determinado o pagamento de indenização para compensar a vítima pelos abalos sofridos.</p>



<p style="font-size:19px">Como <a rel="noreferrer noopener" aria-label="neste caso (abre numa nova aba)" href="https://www.conjur.com.br/2019-mai-30/jornada-trabalho-15-horas-causa-dano-existencial-define-tst" target="_blank"><u>neste caso</u></a> onde o TST <strong>condenou</strong> a empresa a pagar como indenização o valor de R$ 10.000,00 pelo fato do empregado trabalhar 15 horas por dia.</p>



<p style="font-size:19px">Contudo, além das horas extras excessivas, alguns tribunais entendem que também é necessário demonstrar os danos ao convívio social do indivíduo, que podem se manifestar de diferentes formas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>CONCLUSÃO</strong></h2>



<p style="font-size:19px">As regras que hoje limitam a jornada de trabalho fazem parte de um longo aperfeiçoamento social que não podem ser esquecidos.</p>



<p style="font-size:19px">Foram anos de lutas para que se chegasse a um ideal médio para equilibrar a necessidade das empresas e a necessidade de descanso de seus funcionários.</p>



<p style="font-size:19px">Por esta razão, ainda que o mercado esteja mais difícil a cada dia, não se pode resolver estes problemas sacrificando a saúde dos colaboradores.</p>



<p style="font-size:19px">Pois, ainda que os resultados a curto prazo apareçam, <strong>a longo prazo os prejuízos são enormes</strong>.</p>



<p style="font-size:19px">Ações relacionadas a saúde do empregado podem custar muito caro para as empresas, já que as condenações costumam ser altas.</p>



<p style="font-size:19px">Portanto, as empresas devem ficar atentas ao cumprimento rigoroso da legislação trabalhista para evitar futuros problemas que poderiam ser evitados com medidas preventivas.</p>



<p style="font-size:19px">Estar atento a jornada de trabalho do funcionário é fundamental, não apenas a duração total de seu trabalho, mas também, os <a rel="noreferrer noopener" aria-label="intervalos para descanso (abre numa nova aba)" href="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/entenda-seu-direito-ao-intervalo-para-refeicao-e-descanso/" target="_blank"><u>intervalos para descanso</u></a> e o intervalo entre uma jornada e outra.</p>



<p style="font-size:19px">Por fim, ainda que pareça uma simples dica, manter o ambiente de trabalho <strong>agradável e saudável</strong> gera muito mais produtividade nos empregados do que simplesmente exigir o cumprimento de uma jornada extenuante.</p>



<p style="font-size:19px">

Não esqueça de compartilhar e até a próxima!

</p>



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		<title>Aspectos importantes sobre a jornada de trabalho do empregado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bastos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2017 15:07:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empregado]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada de Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas dúvidas pairam sobre o empregado com relação a sua jornada de trabalho. Quantas horas por dia devo trabalhar? Devo registrar minha jornada? Trabalhar no período noturno traz algum benefício? Isso se deve principalmente ao fato da&#160;legislação brasileira&#160;ser confusa, complexa e pouco difundida, prejudicando principalmente o cidadão interessado em conhecer os seus direitos. O objeto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Muitas dúvidas pairam sobre o empregado com relação a sua jornada de trabalho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Quantas horas por dia devo trabalhar? Devo registrar minha jornada? Trabalhar no período noturno traz algum benefício?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Isso se deve principalmente ao fato da&nbsp;<span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="http://alexandrebastosadvocacia.com.br/infografico-10-direitos-trabalhistas-garantidos-pela-constituicao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">legislação brasileira</a></span>&nbsp;ser confusa, complexa e pouco difundida, prejudicando principalmente o cidadão interessado em conhecer os seus direitos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">O objeto desse artigo é fazer com que o colaborador conheça as normas que regulam as suas atividades, e assim deixá-lo por dentro dos seus direitos e deveres como empregado.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><strong>Por que limitar&nbsp;a jornada de trabalho?</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3538 aligncenter" src="http://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Trabalho-excessivo-2-1024x436.png" alt="Trabalho excessivo" width="1024" height="436" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Trabalho-excessivo-2-1024x436.png 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Trabalho-excessivo-2-300x128.png 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Trabalho-excessivo-2-768x327.png 768w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Trabalho-excessivo-2.png 1800w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">O direito do trabalho atual é oriundo de diversos fatos históricos que o levaram ao seu desenvolvimento como o conhecemos hoje.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Dentre esses, encontra-se a&nbsp;<strong>revolução industrial</strong>, evento fundamental para a evolução normativa do Direito do Trabalho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">A exploração do operário na manipulação&nbsp;das máquinas foi fator crucial para repensar a jornada de trabalho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Não é raro encontrar nos livros&nbsp;relatos históricos de&nbsp;<strong>jornadas superiores a 15 horas</strong>&nbsp;diárias!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Evidentemente que isso trouxe inúmeras consequências aos operários da época.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">A quantidade de horas diárias trabalhadas somado as condições insalubres na operação de máquinas, trouxeram consigo um&nbsp;<strong>aumento significativo na morte desses operários</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Dessa forma, de lá para cá a limitação da jornada de trabalho passou a ser tratada de forma mais consciente, pois percebeu-se a sua relação direta a saúde dos funcionários.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Sendo assim, a quantidade de horas trabalhadas por dia tem relação direta com a saúde do empregado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Outro fator é o retorno financeiro existente para o empregado que trabalha além da quantidade de horas normais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Neste caso é importante que o obreiro saiba manter o equilíbrio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Realmente nosso país passa por uma grave crise financeira fazendo com que muitos empregados passem a realizar&nbsp;<strong>horas extras</strong>&nbsp;para manter as contas em dia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">No entanto é preciso que nesses momentos se mantenha a calma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Crises vem e vão, sempre foi assim e sempre será.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Desse modo, é&nbsp;melhor reduzir os custos para manter o controle das finanças do que trabalhar mais horas para manter o padrão atual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Portanto o&nbsp;<strong>equilíbrio</strong>&nbsp;é fundamental.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><strong>Quantas horas por dia devo trabalhar?</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-3542" src="http://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Quanto-tempo-devo-trabalhar-1024x542.png" alt="Quanto tempo devo trabalhar" width="1024" height="542" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Quanto-tempo-devo-trabalhar-1024x542.png 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Quanto-tempo-devo-trabalhar-300x159.png 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Quanto-tempo-devo-trabalhar-768x406.png 768w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Quanto-tempo-devo-trabalhar.png 1800w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">A Constituição Federal&nbsp;estabelece como regra geral, em seu Art. 7°, inciso XIII, que a duração do trabalho será de&nbsp;<strong>8 horas diárias ou 44 semanais</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Com relação as horas extras, estas podem ser acrescidas em até duas horas diárias dentro da jornada normal de trabalho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Vale lembrar que nos casos em que houver acréscimo nas horas trabalhadas, estas devem ser remuneradas em pelo menos&nbsp;<strong>50% a mais</strong>&nbsp;do que o valor da hora normal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Importante esclarecer ainda&nbsp;que essa remuneração pode ser substituída por meio de acordo de compensação ou sistema de banco de horas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Descumprir essas normas trazem prejuízos tanto na esfera administrativa como na judicial para a empresa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">E,&nbsp;<strong>prejuízo</strong>&nbsp;é tudo o que uma empresa não quer correto?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Não se pode esquecer também que algumas categorias possuem a sua jornada de trabalho diferenciada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Os bancários, por exemplo, em conformidade com o Art. 224 da CLT devem laborar em regra por 6 horas diárias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">As&nbsp;<strong>Convenções Coletivas</strong>&nbsp;trazem importantes informações para o empregado nesse sentido, e portanto é necessário&nbsp;que o colaborador tenha conhecimento sobre os direitos ali destacados.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><strong>Trabalho a noite, existe algum benefício para mim?</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-3543" src="http://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/trabalho-nortuno-1024x457.png" alt="trabalho nortuno" width="1024" height="457" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/trabalho-nortuno-1024x457.png 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/trabalho-nortuno-300x134.png 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/trabalho-nortuno-768x343.png 768w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/trabalho-nortuno.png 1667w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">O trabalho noturno é regulamentado pela CLT a partir do Art. 73 trazendo importantes informações para quem trabalha nesse regime.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Ademais, para&nbsp;melhor esclarecimento, a jornada noturna é aquela compreendida entre as 22 horas de um dia e 5 horas do dia seguinte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Dito isto, passemos a parte dos benefícios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">O primeiro deles é que para efeitos jurídicos, a hora noturna é computada como 52 minutos e 30 segundos, conforme o §1° do Art. 73 da CLT, diferente dos 60 minutos normais de uma hora comum.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">O segundo benefício é que o valor da hora noturna deverá ser remunerada em pelo menos&nbsp;<strong>20% a mais</strong>&nbsp;do que a hora diurna.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Isto quer dizer que para o trabalho noturno o colaborador &#8220;ganhará mais trabalhando menos&#8221;, podendo em muitas situações ser mais benéfico para o empregado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">No entanto, dependerá da realidade de cada empregado analisar se vale a pena trocar as noites de sono por um&nbsp;<strong>acréscimo salarial</strong>.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><strong>O controle da jornada de trabalho</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-3545" src="http://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/controle-de-jornada-1024x491.png" alt="controle de jornada" width="1024" height="491" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/controle-de-jornada-1024x491.png 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/controle-de-jornada-300x144.png 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/controle-de-jornada-768x368.png 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Com relação ao controle de jornada, a CLT determina que nos casos onde a empresa possua mais de 20 funcionários, esta é obrigada a anotar a jornada de trabalho destes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">As anotações devem conter&nbsp;a hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções do&nbsp;Ministério do Trabalho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Em razão disso, é sempre recomendado que os empregadores registrem o horário de trabalho de seus colaboradores ainda que estes sejam inferiores a 20 como determina a lei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Ingressar com uma&nbsp;<span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="http://alexandrebastosadvocacia.com.br/4-erros-do-empregador-que-geram-acoes-trabalhistas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ação na Justiça do Trabalho</a></span>&nbsp;é direito de todo e qualquer empregado que acredite ter sofrido uma<strong>&nbsp;lesão no ambiente de trabalho</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Ter meios para comprovar que os horários foram cumpridos na forma como determina a lei possibilita maiores chances de êxito para o empregador e com isso diminuir&nbsp;seu passivo trabalhista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">O mesmo ocorre para o empregado que poderá comprovar através dos cartões de ponto que a jornada de trabalho não foi cumprida na forma da lei e assim conseguir uma possível condenação ao&nbsp;<strong>pagamento de horas extras</strong>&nbsp;pela empresa que descumpriu tais normas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Assim, tão importante quanto registrar a jornada do empregado é garantir que esta seja cumprida na forma da lei</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Quanto menos&nbsp;<strong>passivo trabalhista</strong>&nbsp;houver, melhor será para a saúde financeira da empresa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Vale ressaltar ainda os casos em que não é necessário registrar a jornada de trabalho do colaborador.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">O primeiro deles refere-se ao ocupantes de&nbsp;<strong>cargo de confiança e gestão</strong>, como os diretores e chefes de departamento, por exemplo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Contudo, é necessário uma gratificação de função não inferior a 40% sobre o salário deste funcionário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">O segundo caso, são os que exercem&nbsp;<strong>atividade externa</strong>, sendo&nbsp;impossível existir uma fixação do horário por conta da função exercida.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><strong>Regime especial de jornada 12&#215;36</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-3546" src="http://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/jornada-especial-1024x453.png" alt="jornada especial" width="1024" height="453" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/jornada-especial-1024x453.png 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/jornada-especial-300x133.png 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/jornada-especial-768x340.png 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">A flexibilização sobre a jornada de trabalho possui respaldo jurídico na Constituição Federal no inciso XIII de&nbsp;seu Art. 7°.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Desta forma com o passar dos anos com o intuito de satisfazer as necessidades das empresas sem prejudicar os empregados, alguns regimes foram criados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Entre eles está o comum&nbsp;<strong>regime de 12&#215;36</strong>, ou seja, 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Muito foi discutido sobre a validade jurídica desse regime se prejudicaria ou não a saúde do empregado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Após discussões sobre o tema o TST firmou entendimento por meio da Súmula 444 de que é possível a realização da jornada 12&#215;36, visto não trazer prejuízos ao empregado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Importante ressaltar que a referida Súmula é clara também no sentido de que é preciso constar na Convenção Coletiva de Trabalho essa modalidade de jornada de trabalho ou que esteja prevista em lei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Outro aspecto importante diz respeito a remuneração que será&nbsp;<strong>paga em dobro</strong>&nbsp;quando a sua escala de trabalho coincidir com feriado.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><strong>Conclusão</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-3548" src="http://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Jornada-de-trabalho-1024x464.png" alt="Jornada de trabalho" width="1024" height="464" srcset="https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Jornada-de-trabalho-1024x464.png 1024w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Jornada-de-trabalho-300x136.png 300w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Jornada-de-trabalho-768x348.png 768w, https://alexandrebastosadvocacia.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Jornada-de-trabalho.png 1800w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Estes foram alguns aspectos importantes sobre a&nbsp;<strong>jornada de trabalho</strong>&nbsp;que buscamos abordar, e que vão ajudar tanto o empregador quanto o empregado para a sua compreensão sobre o tema.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Não tratar com seriedade essa matéria poderá trazer prejuízos tanto para o empregado que provavelmente colocará em risco a sua saúde, como para o empregador que poderá colocar em risco a viabilidade de seu empreendimento, já que poderá sofrer condenações judiciais caso as normas não sejam respeitadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Além do que, manter uma jornada coerente e com um descanso efetivo trará&nbsp;resultados mais positivos do que manter jornadas de trabalho excessivas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Infelizmente, como se pode notar, a legislação trabalhista brasileira é confusa e extensa, o que impossibilita os&nbsp;empreendedores&nbsp;de terem controle sobre essa área, já que precisam se concentrar em criar abordagens estratégicas para a expansão do negócio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Diante desse cenário é importante que as empresas contem com um&nbsp;<strong>departamento jurídico especializado</strong>, ou que sejam&nbsp;<span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="http://alexandrebastosadvocacia.com.br/quais-as-vantagens-da-advocacia-trabalhista-empresarial-preventiva/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">assessorados por escritórios competentes</a></span>, para que assim, possam planejar o negócio de forma a evitar desagraveis surpresas que comprometerão o empreendimento futuramente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">O mesmo ocorre aos colaboradores, que ao se deparar com situações que lhe possam causar algum tipo de&nbsp;<span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="http://alexandrebastosadvocacia.com.br/conheca-algumas-atitudes-que-configuram-o-assedio-moral-no-ambiente-de-trabalho/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">lesão</a></span>&nbsp;devem procurar um profissional qualificado para melhor lhe orientá-los.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Não esqueça de deixar as suas dúvidas no campo dos comentários.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Até a próxima!</span></p>
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